Comemorações dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

 

Escola Sá de Miranda - Comemoração dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

1836 – 2016

ATRAVESSÁMOS 3 SÉCULOS.

JÁ MUDÁMOS DE CASA VÁRIAS VEZES.

RECEBEMOS UM REI, DEMOS VIVAS À REPÚBLICA E FIZEMO-NOS OUVIR

NO 25 DE ABRIL.

BRAGA E O MINHO ESTUDARAM,NAMORARAM, LUTARAM E SONHARAM AQUI.

AQUI SE FIZERAM HOMENS E MULHERES AQUI SE FEZ, TAMBÉM, BRAGA.

CELEBRA, CONNOSCO, OS 180 ANOS DO LICEU DE BRAGA!

 

Programa das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda:

 1º Ciclo de 17 a 25 de novembro – Ciclo das Ciências;

2º Ciclo de 2 a 9 de dezembro – Ciclo das Humanidades;

3º Ciclo  de 17 a 24 de janeiro – Ciclo das Artes;

4º Ciclo  de 17 a 24 de fevereiro – Ciclo do Território, da sociedade e da sustentabilidade;

 5º Ciclo  de 24 a 31 de março – Ciclo da Literatura;

6º Ciclo  de 24 a 30 de abril – Ciclo do Desporto;

7º Ciclo  de 17 a 24 de maio – Ciclo da Educação e Utopia.

 

Programação do 1º Ciclo

 

Dia 17 de novembro

9.30h - Abertura da exposição “Perder imagens do passado? Nem a feijões!”,  patente de 17 a 2 de dezembro, em parceria com a Universidade do Minho.

cartaz leguminosas.pdf (3817128)

desdobrável leguminosas.pdf (4476817)

www.facebook.com/pg/STOLisfun/photos/?tab=album&album_id=1104254066354387

10.00h - Abertura das comemorações, pela Comissão de Honra – Presidente da Câmara, Dr. Ricardo Rio; Reitor da Universidade do Minho, António Cuna; Investigador, Dr. Sousa Fernandes; CEO da DST, Eng. José Teixeira.

10.00h - Descerramento da placa alusiva aos 180 anos

10.00h - Pequena dramatização, percorrendo três lugares da Escola Sá de Miranda – Salão Nobre, Biblioteca Antiga e Museu

11.30h – abertura da Exposição, na Biblioteca, sobre Hannah Arendt

21.30h - momento musical com Amilcar Vasques Dias  em parceria com a Associação Cultural Francisco Sá  de Miranda.

Dia 18 de novembro – Passagem de um filme sobre Hannah Arendt

Dia 21 de novembro – Visita guiada à Biblioteca Antiga, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

Dia 23 de novembro – Visita à exposição patente no Museu, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

 De 17 a 24 de novembro  - concurso para alunos relacionado com a exposição

Dia 24 de novembro, 10.00 h – Tertúlia, em parceria com Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV),  sobre a Conservação da Biodiversidade associada aos agroecossistemas tradicionais relacionada com as variedades agrícolas.

Dia 25 de novembro, 10.00h - Tertúlia/Debate, em parceria com a Universidade do Minho, sobre “A Ciência, as leguminosas e a nutrição”, com as Professoras Alexandra Nobre, Paula Nogueira e Teresa Lino Neto da Universidade do Minho e o Chefe António Loureiro                          

 Escola Sá de Miranda - 180 anos de História

1836 - 2016

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca http://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.

 
 
                  
 

Escola Sá de Miranda - Comemoração dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

1836 – 2016

ATRAVESSÁMOS 3 SÉCULOS.   CARTAZ 180 ANOS.2.pdf (1967728)

JÁ MUDÁMOS DE CASA VÁRIAS VEZES.

RECEBEMOS UM REI, DEMOS VIVAS À REPÚBLICA E FIZEMO-NOS OUVIR

NO 25 DE ABRIL.

BRAGA E O MINHO ESTUDARAM,NAMORARAM, LUTARAM E SONHARAM AQUI.

AQUI SE FIZERAM HOMENS E MULHERES AQUI SE FEZ, TAMBÉM, BRAGA.

CELEBRA, CONNOSCO, OS 180 ANOS DO LICEU DE BRAGA!

Programa das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda

 1º Ciclo de 17 a 25 de novembro – Ciclo das Ciências;

2º Ciclo de 2 a 9 de dezembro – Ciclo das Humanidades;

3º Ciclo  de 17 a 24 de janeiro – Ciclo das Artes;

4º Ciclo  de 17 a 24 de fevereiro – Ciclo do Território, da sociedade e da sustentabilidade;

 5º Ciclo  de 24 a 31 de março – Ciclo da Literatura;

6º Ciclo  de 24 a 30 de abril – Ciclo do Desporto;

7º Ciclo  de 17 a 24 de maio – Ciclo da Educação e Utopia.

 

5º Ciclo das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo da Literatura

De 27 a 31de março

Semana da Leitura 2017 

 

Exposição Itinerante "El Quijote", Auditório, de 29/03 a 06/04;

Exposição literária- O Liceu Sá de Miranda na Literatura/ Braga Literária e A leitura na literatura, de 27/03 a 05/04

Oferta de separadores de Livros, de 27/03 a 31/03

v  27 de março - Roteiro Literário, para alunos, centrado no Liceu Sá de Miranda[1]Percurso Literário semana da leitura 2017.doc (669696)

v  28 de março Roteiro Literário, para alunos, centrado no Liceu Sá de Miranda[2]

v  29 de março, Ângela Vieira, Ilustradora, Biblioteca Antiga, apresentação do livro ” A História Engraçada de uma Biblioteca Abandonada”

v  30 de março, pelas 10.00h, Homenagem ao Dr. Pereira Caldas, Biblioteca Antiga

v  Dia 31 de março, Festa Literária e Chá com Livros, Auditório



[1] Sujeito a marcação

[2] Sujeito a marcação

4º Ciclo -  17 a 24 de fevereiro –  Ciclo do Território, da Sociedade e da Sustentabilidade

 

De 17 de fevereiro a 22 de março - Exposição “Rochas não são coisas do passado organizada pelo Dr. Manuel Vieira e a Investigadora Catarina Loureiro Minerais.pdf (1610091)   Desdobrável minerais.pdf (1937524)

21 e 23 de fevereiro – 8.30h às 13.30h – “Nós Propomos” – apresentação e seleção dos trabalhos dos alunos para serem apresentados, posteriormente, em Lisboa

22 de fevereiro - Dr. Miguel Bandeira - tertúlia sobre Ordenamento do Território

 

3º Ciclo - Ciclo das Artes - de 17 a 25 de janeiro

De 11 a 19 de janeiro - Exposição "Selección de obras del Museo del Prado"

Dia 18 de janeiro - Visita guiada à Exposição dos alunos de Educação Especial

Dia 25 de janeiro, 10.00h – Tertúlia sobre Fernando Pessoa, com a Dra. Rita Patrício, da Universidade do Minho

2º Ciclo -  5 a 12 de dezembro –  Ciclo das Humanidades

 5 de dezembro

15.00 h - Abertura da exposição “ Império Colonial Português”

15.10 h -  Apresentação/dramatização do livro " De Chaves a Copenhaga - A Saga de um Combatente - "  pelo autor, Gil Santos

 

9 de dezembro

 10.00 h Tertúlia” Investigação histórica: conhecer o passado para compreender o presente”  

Comunicações:

§  Medicina ao serviço da organização do estado imperial: o percurso controverso do médico Francisco da Silva Garcia, por Ricardo Castro, investigador integrado e gestor de ciência no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA).

§  De Braga para a Flandres: profissionais de saúde na Grande Guerra, por Helena Silva, investigadora FCT no Instituto de História Contemporânea (FCSH/NOVA)  

§  Os agremiados em Braga e Guimarães: classes, contribuições e tecido comercial, por Jorge Mano Torres, bolseiro de investigação do Instituto de História Contemporânea (FCSH/NOVA)

12 de dezembro 

  8.30 h– Visita à exposição“ Império Colonial Português” com os alunos de Educação Especial

Gil Santos - De Chaves a Copenhaga - A Saga de um Combatente

 
Ontem, dia 5 de dezembro, no âmbito das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo das Humanidades, que está a decorrer,recebemos o Drº Gil Santos que nos veio falar sobre a presença portuguesa na 1ª Guerra Mundial.Gil Santos apresentou,  de forma emotiva, as principais ideias e vivências de um soldado, seu avô, presentes no livro "De Chaves a Copenhaga -  a Saga de um Combatente"
 

Programação do 1º Ciclo

Dia 17 de novembro

9.30h - Abertura da exposição “Perder imagens do passado? Nem a feijões!”,  patente de 17 a 2 de dezembro, em parceria com a Universidade do Minho.

cartaz leguminosas.pdf (3817128)

desdobrável leguminosas.pdf (4476817)

www.facebook.com/pg/STOLisfun/photos/?tab=album&album_id=1104254066354387

10.00h - Abertura das comemorações, pela Comissão de Honra – Presidente da Câmara, Dr. Ricardo Rio; Reitor da Universidade do Minho, António Cuna; Investigador, Dr. Sousa Fernandes; CEO da DST, Eng. José Teixeira.

10.00h - Descerramento da placa alusiva aos 180 anos

10.00h - Pequena dramatização, percorrendo três lugares da Escola Sá de Miranda – Salão Nobre, Biblioteca Antiga e Museu

11.30h – abertura da Exposição, na Biblioteca, sobre Hannah Arendt

21.30h - momento musical com Amilcar Vasques Dias  em parceria com a Associação Cultural Francisco Sá  de Miranda.

Dia 18 de novembro – Passagem de um filme sobre Hannah Arendt

Dia 21 de novembro – Visita guiada à Biblioteca Antiga, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

Dia 23 de novembro – Visita à exposição patente no Museu, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

 De 17 a 24 de novembro  - concurso para alunos relacionado com a exposição

Dia 24 de novembro, 10.00 h – Tertúlia, em parceria com Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV),  sobre a Conservação da Biodiversidade associada aos agroecossistemas tradicionais relacionada com as variedades agrícolas.

Dia 25 de novembro, 10.00h - Tertúlia/Debate, em parceria com a Universidade do Minho, sobre “A Ciência, as leguminosas e a nutrição”, com as Professoras Alexandra Nobre, Paula Nogueira e Teresa Lino Neto da Universidade do Minho e o Chefe António Loureiro 

Registos da abertura das Comemorações e de atividades, neste âmbito

Exposição " Perder imagens do passado? Nem a feijões!" de 17 de novembro a 2 de dezembro, em parceria com a Universidade do Minho

O ensino em geral, e o das ciências em particular, recorre a múltiplas técnicas e meios de exposição do conhecimento. De entre os diferentes modos de expor e transmitir conhecimentos, a imagem tem, como sempre teve, um papel preponderante. Foi partindo deste pressuposto – da importância da imagem para o processo de ensino aprendizagem – que se procurou fazer esta exposição. Nela se apresentarão quadros parietais, e outros tipos de imagens, veiculadores de conhecimento científico no âmbito das ciências naturais, que foram usados essencialmente no ensino em Portugal durante o século XX, manuais escolares antigos e alguns animais.

 

Tertúlia - " A Ciência, as leguminosas e a nutrição"

 
No dia 25 de novembro, no fecho do Ciclo  das Ciências, tivemos uma Tertúlia/Debate subordinada ao tema “ A Ciência, as leguminosas e nutrição ”, no âmbito de 2016 - Ano Internacional das Leguminosas (ONU), com os  palestrantes: Dra. Paula Nogueira, doutoranda da Universidade de Coimbra; Chefe António Loureiro; Prof. Dra. Alexandra Nobre e Prof. Dra. Teresa Lino Neto da Universidade do Minho.
 

     Tertúlia - Conservação da Biodiversidade 

 

No dia 24 de novembro, no âmbito das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo das Ciências, que decorreu de 17 a 25 de novembro,recebemos a Engenheira Ana Barata, do   Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV) que nos veio falar da  Conservação da Biodiversidade associada aos agroecossistemas tradicionais relacionada com as variedades agrícolas.

 

                    

 Escola Sá de Miranda - 180 anos de História

1836 - 2016

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca http://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.

 

 

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