A Informação e o Conhecimento

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A BESM (Biblioteca Escolarde Miranda) é um serviço integrante do Agrupamentode Miranda, de carácter informativo, de referência e de divulgação da informação, promoção da leitura e das literacias da informação.

Estamos ao seu serviço!

Revista Trajetórias

Ontem, dia 21 de Maio, pelas 18.00h,tivemos a apresentação da Revista Trajetórias, no Auditório da Escola Sá de Miranda,este ano dedicada ao tema Diversidades. Foram convidados a Comunidade Escolar, Autores, Colaboradores e  Patrocinador.

 

Capa de Alberto Péssimo

Projeto “Olhar Braga”- escrita criativa e descoberta do património local

 

No âmbito do projeto "Olhar Braga", as turmas 1, 2 e 5 do 10º ano realizaram, na manhã de 11 de maio de 2018, visitas a vários estabelecimentos comerciais emblemáticos da cidade de Braga (Correaria Moderna, Café Viana, Pereira das Violas, Cafés Negrita, Livraria 100ª Página, Torrefação Bracarense, Queijaria Central, Frigideiras do Cantinho e Mercearia do Campo da Vinha) para além da Fonte do ídolo, Palácio do Raio, Museu Nogueira da Silva, Museus dos Biscainhos e Painéis do Pópulo. Foi uma manhã intensa e repleta de momentos e descobertas que os alunos não vão esquecer.  E agora, mãos à obra, jovens escritores!

 

2018-03-06

Encontro com o Escritor Pedro Guilherme-Moreira


O escritor chega à Escola Sá de Miranda, em Braga, toma um café e pede uma garrafa de água. (...)

O auditório está agora cheio com as três turmas e os professores e o PowerPoint pronto a arrancar. Mas o escritor não o arranca. Vai-se perdendo a contar porque é que tem  por ídolo Jim Carrey, explica que Jim Carrey é um génio vivo e não pode reduzir-se ao Ace Ventura ou à Máscara. Mais tarde o jovem Gustavo, que também é apenas um aluno, mostrará que ser apenas um aluno, hoje, é ser mais do que foram todos os alunos que hoje são crescidos, e fala do documentário sobre as filmagens do Man on the Moon e sobre a forma como o Jim Carrey fica aprisionado dentro do Andy Kaufman que representa ao ponto de se pegar à pancada com outros actores.

 

O escritor invocará um artigo do El País do último fim-de-semana, para explicar porque é que, do seu ponto de vista, esta é a mais extraordinária geração de sempre: é que 90% de toda a informação alguma vez produzida pela humanidade o foi nos último 5 anos. (...) Por isto mesmo, por este jorro de informação a fluir a cada segundo, a sabedoria já não é o que era ou talvez os sábios tenham de ser outra coisa. Não basta, hoje, o domínio dos clássicos. Na informação que flui vertiginosamente perdem-se muitos génios e muitas coisas geniais. Somos tantos que não nos ouvimos. (...)

O escritor perde-se frequentemente. Não é Alzheimer. Ainda não, pelo menos.(...) Diz-lhes que é capaz de recomendar o livro adequado a cada aluno e que raramente se engana, o pateta. Diz-lhes que há sempre um livro que os pode deitar abaixo da cadeira, da cama, do banco, seja lá onde os alunos e os crescidos praticam o desporto social do passa-o-dedo-no-ecrã. (...)

Dizia Lobo Antunes numa Escritaria, em Penafiel, não faz muito tempo, que a amizade, por ser um tipo de amor, também pode acontecer á primeira vista. (...)
É contra esse mundo aparente e volátil que o escritor combate desde sempre. Contra a forma como não queremos saber de nada nem ninguém, e, quando alguém se importa mesmpo connosco, tem de ser evitado porque existe a convicção de que não há almoços grátis e ninguém quer pagar preço nenhum, quando a existência já vai tão dolorosa. (...)

Pedro Guilherme - Moreira

(Texto com supressões)

Semana da Leitura 2018

Semana da Leitura - Roteiro Camiliano no Porto, dia 2 de março

 

Percorrendo os lugares por onde Camilo passou,viveu e/ou escreveu, encontramos o Presidente da Repúlica, Doutor Marcelo Rebelo de Sousa e o Presidente da Alemanha, Frank - Walter Steinmeier

 

Projeto de Escrita “Olhar Braga”

Projeto de escrita criativa, da responsabilidade da Área Disciplinar de Português e Equipa das Bibliotecas e do Dr. António Mendes, com o objetivo de promover o gosto pela expressão escrita e pela leitura, tendo como base o património local.

Trata-se de um projeto que pretende desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga, procurando melhorar o nível cultural dos alunos, sendo transversal a todo o Agrupamento.

No ensino secundário, as atividades do projeto inserem-se no âmbito literário e cultural, tendo como objetivo a produção de todo o tipo de textos, sendo parceiros interdisciplinares o Conselho de turma

O Projeto “Olhar Braga” contará com várias fases de implementação:

  • Dia 15 de novembro – Conferência sobre os sítios emblemáticos, com a participação do arqueólogo e Presidente da Junta de S. Vítor, Dr. Ricardo Silva;

  • De 4 a 17 de janeiro  – Workshop de escrita criativa com o Dr. António Mendes;

  • Janeiro - Contacto direto com um escritor e com todo o processo criativo subjacente à obra;

  • Fevereiro - MarçoVisitas às instituições culturais, sítios emblemáticos e outras;

  • Março - Abril - Oficinas de escrita e produção de trabalhos;

  • Abril - Apresentação do projeto à comunidade e atribuição de prémios aos melhores trabalhos;

  • Junho/ Julho - Exposição de trabalhos na Feira do Livro de Braga

Turmas diretamente envolvidas - 10º2, 10º3,10º4,10º5, 10º6,10º7, 10º8,10º11, 10º12

 

N.B. A tipologia dos textos é completamente livre. A produção escrita pode ser singular ou plural. Há, ainda, a possibilidade de se criarem parcerias com as turmas de Arte para a ilustração destas produções escritas e/ou com as turmas de Multimédia para o registo fotográfico.

 

1ª fase

Dia 15 de novembro, tivemos o prazer de ter connosco, no Teatro da Escola Sá de Miranda, o Dr. Ricardo Silva, Arqueólogo e Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor, no âmbito do  Projeto de escrita – “Olhar Braga”. Este projeto tem como objetivo  promover o gosto pela expressão escrita e pela leitura, tendo como base o património local. Trata-se de um projeto que pretende desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga, procurando melhorar o seu nível cultural.

No ensino secundário, as atividades do projeto inserem-se no âmbito literário e cultural, tendo como objetivo a produção de todo o tipo de textos com recurso à ilustração e  à fotografia.

O Projeto “Olhar Braga” contará com várias fases de implementação. Nesta primeira fase, o Dr. Ricardo apresentou aos nossos alunos de 10º ano, de uma forma entusiasmante, sítios emblemáticos de Braga, a fim de este ser o mote e a motivação para a produção escrita sobre a cidade.

Depois desta apresentação os alunos terão Workshops de escrita criativa; visitas às instituições culturais, sítios emblemáticos e outras, a que se seguirão oficinas de escrita e produção de trabalhos. Em Abril teremos a apresentação do projeto à comunidade e atribuição de prémios aos melhores trabalhos e participaremos na  Feira do Livro de 2018, com uma exposição dos melhores trabalhos dos nossos alunos.



2ª Fase

Agendamento das sessões do Workshop de Escrita Criativa, orientadas pelo Dr. António Mendes

10º6 - 4 de janeiro

10º5 - 5 de janeiro

10º3 e 10º 11- 10 de janeiro

10º2 e 10º8 - 11 de janeiro

10º7 - 12 de janeiro

10º4 - 17 de janeiro


3ª Fase

 

Projeto de Escrita “Olhar Braga”

 

Dia 15 de novembro, tivemos o prazer de ter connosco, no Teatro da Escola Sá de Miranda, o Dr. Ricardo Silva, Arqueólogo e Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor, no âmbito do  Projeto de escrita – “Olhar Braga”. Este projeto tem como objetivo  promover o gosto pela expressão escrita e pela leitura, tendo como base o património local. Trata-se de um projeto que pretende desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga, procurando melhorar o seu nível cultural.

No ensino secundário, as atividades do projeto inserem-se no âmbito literário e cultural, tendo como objetivo a produção de todo o tipo de textos com recurso à ilustração e  à fotografia.

O Projeto “Olhar Braga” contará com várias fases de implementação. Nesta primeira fase, o Dr. Ricardo apresentou aos nossos alunos de 10º ano, de uma forma entusiasmante, sítios emblemáticos de Braga, a fim de este ser o mote e a motivação para a produção escrita sobre a cidade.

Depois desta apresentação os alunos terão Workshops de escrita criativa; visitas às instituições culturais, sítios emblemáticos e outras, a que se seguirão oficinas de escrita e produção de trabalhos. Em Abril teremos a apresentação do projeto à comunidade e atribuição de prémios aos melhores trabalhos e participaremos na  Feira do Livro de 2018, com uma exposição dos melhores trabalhos dos nossos alunos.

Contacto com a obra da escritora Patrícia Ribeiro e com todo o processo da escrita criativa

 

Patrícia Ribeira apresentou, no passado dia 26 de janeiro, no Teatro da Escola Sá de Miranda, o seu último livro - Os Homens Nunca Saberão Nada Disto e  todo o processo criativo subjacente ao romance (escrita, música e ilustração). Trata-se de um livro com vários pormenores visuais. A autora explicitou  esses pormenores (o romance em si tem várias questões particulares, notas ao longo das páginas, pormenores gráficos nos capítulos, a presença de símbolos visuais importantes no enredo, além de que o próprio livro de extras vive essencialmente do seu conteúdo visual). Após a apresentação, seguiu-se um debate .

Em três apresentações, entre as 8.20 h e as 13.15h, estiveram envolvidas 12 turmas de 10º ano(1, 2, 3,4,5,6,7,8,9,10,11 e 12), as turmas de Artes de 10º, 11º e 12º anos (11º12 e 12º 10) e o 11º 1.

A Dra. Helena Barros veio falar-nos de Fernando Pessoa

O Dr. José Miguel Braga vem declamar poesia

 

Dia 5 de fevereiro de 2018, das 10.05 h às 11.35 h, no Teatro da Escola Sá de Miranda

A Dra. Helena Barros, autora do livro " Cada um é muita gente - A esquizofrenia em Pessoa", veio falar-nos de Pessoa  dando a conhecer a causa do medo, do ódio, da inveja,do vazio do eu, do tédio, da impossibilidade de entrega ao amor e fazendo-nos perceber de que modo estes e outros sentimentos foram experienciados e sustentaram a vida e obra do poeta. Teremos, também, poesia de Fernando Pessoa declamada pelo Dr. José Miguel Braga.
 
Estiveram presentes todas as turmas de 12º ano
 

 

Dia das Bibliotecas Escolares

No dia 23 de Outubro, festejamos o dia das Bibliotecas Escolares. Os alunos do Curso de Apoio à Infância, 2 P3, com as Professoras Ana Sofia Freitas; Cândida Batista e Leopoldina Almendra, celebraram o dia das Bibliotecas caracterizando-se de livros, animando os corredores da Escola Sá de Miranda e as Bibliotecas, Biblioteca Sá de Miranda e Biblioteca Pereira Caldas (Biblioteca Antiga).

Fizeram uma pequena dramatização simbolizando crianças à procura de conhecimento e do saber e declamando textos alusivos à importância da leitura e das bibliotecas.

Os alunos de Educação Especial participaram ativamente e com grande entusiasmo. Os alunos do 10º 4 e 12º4 estiveram presentes na Biblioteca Pereira Caldas.

Esta atividade culminou com um Chá com Livros.

Catálogo online

Clique na imagem para pesquisar, no catálogo online, por autor, título, assunto. Se pretender consultar, no catálogo, as doações do Dr. Humberto Soeiro, do Padre Alberto Azevedo e do Dr. Pereira Caldas deve colocar H.S. , P.A. e/ou P.C., respetivamente.

Envolva-se, também, no nosso facebook

https://www.facebook.com/biblioteca.escolasamiranda

DUAS BIBLIOTECAS E 60.000 TÍTULOS ENRIQUECEM ESCOLA SÁ DE MIRANDA

Consulte o artigo que saiu, no dia 31 de janeiro, no Correio, sobre as Bibliotecas da Escola Sá de Miranda, em

https://www.correiodominho.com/noticias.php?id=75136

 

Na Nossa Biblioteca temos várias e valiosas doações, o Padre Alberto Azevedo doou-nos cerca de 1500 livros, à qual dedicamos um espaço 

 Para consultar, no catálogo esta doação, coloque PA

 
 
O nosso muito obrigada e um pequeno tributo ao Padre Alberto Azevedo

 

PADRE ALBERTO AZEVEDO

(1926-2010)

Sacerdote, professor e pedagogo. A sua docência aberta influenciou uma geração de políticos, pedagogos, professores, jornalistas, entre outras actividades. Natural da Vila de Ribeirão do concelho de Vila Nova de Famalicão, após a 4.ª classe faz exame de admissão ao Liceu, decidindo entrar no Seminário de Nossa Senhora de Conceição de Braga, aí concluindo o 5.º ano. Fez Filosofia e Teologia no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo em Braga. Depois da ordenação sacerdotal, entre 1950 a 1951 trabalhou no jornal bracarense Diário do Minho e no Seminário Conciliar durante um ano. É chamado para a Casa Arquiepiscopal, exercendo funções administrativas na secretaria, assim como também no Tribunal Eclesiástico, acompanhando os prelados em visitas pastorais. Em 1956 entra no Liceu Sá de Miranda, leccionando durante 40 anos nessa instituição educativa bracarense. Aceitou a Reitoria do Templo dos Congregados e, por convite directo e expresso do Arcebispo-Primaz D. António Bento Martins Júnior, fica assistente da Acção Católica Operária (Ramo Masculino, Adulto), então chamada Liga Operária Católica. É convidado para ajudar nas actividades litúrgicas da Juventude Escolar Católica / Secção Feminina, prosseguindo com a assistência operária, vindo então a pedir dispensa. Igualmente deseja abandonar a Igreja dos Congregados, cujo pedido não foi atendido, já que o Arcebispo não queria dispensá-lo da Liga Operária Católica, esquecendo, assim o seu sonho, Lovaina. É-lhe confiada a assistência religiosa diocesana da S. E. C. e da J. E. C. F. Nestas funções, como no M. C. E. (substituto do J. E. C., depois Movimento Católico de Estudantes), se mantém durante vários anos. Através de colegas seus da Acção Católica e com o estímulo do Arcebispo D. Eurico Dias Nogueira, aceita a Assistência do Movimento de Educadores Católicos. Se na sua acção prática o seu papel é relevante, na acção teórica publica, neste campo, obras como O Retorno da Criação ao Criador (1964), Da Mística do Matrimónio (1965), Para um Diagnóstico e Terapêutica à Sociedade Contemporânea (1965), Liberdade Religiosa e os Tempos de Educação Moral (1973), Para a História dos Movimentos J. E. C. em Portugal (1974), Liceu Nacional Sá de Miranda (1986). O seu papel cívico e educador revela-se em obras como Leitura Insidiosa de uma Entrevista Radiofónica do Senhor D. Eurico Dias Nogueira, Arcebispo Primas: a verdade sobre M. L. Pintassilgo (1986), Reforma e Revolução do Nosso Sistema Educativo (1996), D. António Ferreira Gomes: um bispo de carácter (1999), Joaquim Loureiro Amorim: um homem sempre connosco (2000), Ao Reitor do Monumento ao Deão da Sé de Braga (2002), A Capela do Hotel da Belavista (Caldelas) despoticamente fechada (2004) e, finalmente, Acerca do Aborto e d`Outros Assuntos (2004).

Tem colaborado em jornais diários e semanários, continuando a acreditar, no âmbito da sua atividade de pedagogo católico, numa escola mais consciente e crítica do meio. Fundou a sala Alceu Amoroso Lima no Liceu Sá de Miranda, inaugurada com a presença de Guilherme de Oliveira Martins. Neste âmbito, publicou em 1993 Alceu Amoroso Lima, Tristão de Atahyde: no dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

Tendo sido alvo de uma homenagem em 1996, em Braga, o seu papel de educador e de pedagogo seria então altamente revelado e evocado nos seguintes termos: enquanto que Manuel Pinto destaca “… um professor cultural, um defensor da escola como espaço de cultura, na sua vertente de consumo e criação”, por seu turno, Ademar Santos diz-nos, na perspectiva de Azevedo, que “… o papel do professor não é o de ensinar, mas o de ajudar a aprender: a educação é uma responsabilidade colectiva e as escolas, as famílias, os media, os poderes públicos não podem demitir-se do papel fundamental que lhes cabe nos processo de formação integral das novas gerações, continuando a empurrar de uns para os outros as culpas do abstencionismo educacional prevalecente; a reforma do sistema educativo não pode cingir-se à escola-instituição, mas tem de envolver os agentes educacionais: a escola formal tem de prestar uma atenção cada vez maior às escolas paralelas e à diversidade e complexidade das experiências vivenciais dos jovens na sociedade actual: o modelo da direcção e gestão das escolas posto em prática nas últimas duas décadas no nosso país, excessivamente corporativo e auto-complacente, é um modelo falido e anacrónico, as escola tem de estimular o prazer intelectual da descoberta, de convívio e do diálogo, da criação colectiva, deixando de ser para a generalidade para a generalidade dos estudantes…”

 

Bibliografia

Alberto Azevedo – Jubileu Sacerdotal, Braga, 2000; Padre Alberto Azevedo: um mestre de cidadania, Braga, 2007.

Escola Sá de Miranda - 182 ANOS de História

 

1836 - 2017

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca https://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.

Contacto

Bibliotecasademiranda

candida.filomena.batista@sa-miranda.net

Rua Dr. Domingos Soares
4710-290 Braga

253 200 980

Procurar na página

Horário

A Biblioteca encontra-se aberta ao público, de segunda a sexta, das 8.20h às 18.30 h.

Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de abril, organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

 O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.

A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega.

A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro.

Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

OUTUBRO, MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

BIBLIOTECAS ESCOLARES: UMA CHAVE PARA O PASSADO, PRESENTE E FUTURO

 

O termo Biblioteca (do grego βιβλιοϑήκη, composto de βιβλίον, "livro", e ϑήκη "depósito"), significa, tradicionalmente, o espaço físico onde se guardavam os livros. Hoje é um espaço físico, digital ou híbrido destinado a uma coleção de informações de quaisquer tipos, sejam impressas ou digitalizadas. Interessante é que toda a história das Bibliotecas é anterior ao próprio Livro, o que nos faz pensar que, independentemente, do futuro do livro, as Bibliotecas serão sempre “Celeiros do conhecimento” (expressão referenciada nos dez mandamentos da IFLA). Elas são essencialmente, dependentes da escrita. As primeiras bibliotecas eram constituídas por tábuas de argila, são denominadas Bibliotecas Minerais, depois surgiram as Bibliotecas constituídas por rolos de papiro e pergaminho, denominadas Bibliotecas Vegetais e Animais. Posteriormente, começam-se a

formar as Bibliotecas de Papel, e, mais tarde, as de Livro propriamente dito. Apesar de existirem grandes Bibliotecas na antiguidade, nomeadamente a famosa Biblioteca de Alexandria, é apenas no século XVI que as Bibliotecas começam a ter como missão a democratização do saber em várias áreas do conhecimento.

A evolução das Bibliotecas passa, então, por diversas fases:

  • Bibliotecas Minerais;
  • Bibliotecas Vegetais e Animais;
  • Bibliotecas do Papel e do Livro;
  • Bibliotecas Híbridas;
  • Bibliotecas “Celeiros do Conhecimento”, independente dos suportes, do tempo, do lugar e das culturas.

  Hoje, no século XXI, temos, ou deveríamos ter, pelo menos, as bibliotecas híbridas, com espaços, serviços e coleções simultaneamente físicos e virtuais, em que passam a oferecer ao cidadão um conjunto de informações que as novas tecnologias tornam disponível de forma tratada e selecionada, possibilitando uma maior rapidez de acesso à informação e prestando um serviço comunitário de solidariedade, abarcando as diferenças e colmatando as dificuldades pessoais, sociais, étnicas e económicas.

Queremos que as nossas Bibliotecas Escolares prestem um verdadeiro e efetivo serviço público, incluindo-as no último item da Evolução das Bibliotecas como “Celeiros do Conhecimento”.

 

A Biblioteca

Jorge Luís Borges

«O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro, cercados por balaustradas baixíssimas. De qualquer hexágono, vêem-se os andares inferiores e superiores: interminavelmente. A distribuição das galerias é invariável. Vinte prateleiras, em cinco longas estantes de cada lado, cobrem todos os lados menos dois; sua altura, que é a dos andares, excede apenas a de um bibliotecário normal. Uma das faces livres dá para um estreito vestíbulo, que desemboca em outra galeria, idêntica à primeira e a todas. À esquerda e à direita do vestíbulo, há dois sanitários minúsculos. Um permite dormir em pé; outro, satisfazer as necessidades físicas. Por aí passa a escada espiral, que se abisma e se eleva ao infinito. No vestíbulo há um espelho, que fielmente duplica as aparências. Os homens costumam inferir desse espelho que a Biblioteca não é infinita (se o fosse realmente, para quê essa duplicação ilusória?), prefiro sonhar que as superfícies polidas representam e prometem o infinito. A luz procede de algumas frutas esféricas que levam o nome de lâmpadas. Há duas em cada hexágono: transversais. A luz que emitem é insuficiente, incessante.» (Jorge Luís Borges, Ficções, A Biblioteca de Babel  p.83)

 

Figuras públicas que frequentaram o Liceu Sá de Miranda

Armando Bacelar

(St.º Adrião, V. N. de Famalicão, 25-09-1919; Porto, 02-09-1998)

Escritor e político. Com uma luta antifascista exemplar (preso várias vezes), Armando Bacelar, que terminou a sua licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra em 1943, participou ativamente na imprensa e nas revistas literárias ligadas ao Neorrealismo, tal como é o caso Alma Académica (Porto), Alma Nova (Braga) –Comércio dos Novos/O Comércio da Póvoa de Varzim (Póvoa de Varzim) – dirigiu estes dois últimos títulos enquanto ainda jovem estudante no Liceu Sá de Miranda, hoje Escola Secundária Sá de Miranda –, Da Gente Moça//O Trabalho (Viseu), O Diabo (Lisboa), Do Espírito Literário/Ecos do Sul (Vila Real de St.º António), A Ideia Livre (Anadia), Independência de Águeda (Águeda), Nova Luz (Coimbra), Pensamento (Porto), Síntese (Coimbra), Sol Nascente (Porto, Coimbra), O Trabalho (Viseu), Vértice (Coimbra), entre outros títulos. Escreveu com os seguintes pseudónimos: Carlos Relvas, Eugénio Bastos Freire, Raul Sequeira, Aníbal Borges de Castro e Inês Gouveia. A seguir ao 25 de Abril foi Secretário de Estado da Justiça e Ministro dos Assuntos Sociais pelo Partido Socialista em vários governos provisórios, além de deputado em várias legislaturas. Foi distinguido em 1996 pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, tendo sido também distinguido pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão com a Medalha de Ouro do Município. No mesmo ano, a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco organiza a exposição Armando Bacelar e Lino Lima: testemunhos de luta pela liberdade, baseada essencialmente no espólio doado pela família de Bacelar à mesma instituição pública famalicense.

 

 

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