Biblioteca Digital

Esta Biblioteca apresenta livros e documentos, de acesso livre, em formato digital. Este material pretende ser um apoio pedagógico para toda a Comunidade Escolar.

Temos, também, disponibilizado, em forma digital, algum do nosso acervo mais antigo, estão em formato PDFe encontram-se ordenados por ordem alfabética.

Aceda à Biblioteca Digital a partir daqui:

 

biblioteca-digital-sa-de-miranda.webnode.pt

Dicionário priberam  de Língua Portuguesa

 

 

https://dicionario.priberam.org/consultar.aspx

Comemoração do Dia 25 de Abril

 

Aconselha-se o visionamento do filme "Amanhã" de Solveig Nordlung

Para visualizar, clique na imagem.

 

Dia 23 de abril - Dia Mundial do Livro

 

Os livros precisam de nós

Hoje, dia 23 de abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro. Neste sentido, a Comunidade de Leitores do Sá de Miranda pretende chamar a atenção para a importância dos livros e incentivar hábitos de leitura. Os livros são vitais para o ser humano e não deixam o leitor como era antes. Para Ralph Waldo Emerson, os verdadeiros livros “proporcionam experiências apaixonantes, terapêuticas, exigentes, revolucionárias”. Os livros estão vivos e contribuem, pela sua força transformadora, para a mudança da nossa vida. Através da emoções narrativas podemos participar numa história e entrar num novo mundo. A experiência da leitura promove o autoconhecimento, a compreensão dos outros e do mundo, e ajuda a organizar as nossas ideias e as nossas emoções. Por isso, aqui ficam algumas sugestões de livros de ficção e não ficção. Esperamos que gostem e boas leituras.

 
 
 

Biblioteca Digital

Encontre aqui informação, serviços e  leituras que o apoiam, para aceder basta clicar na imagem:

 

RTP Ensina disponibiliza uma série de conteúdos relevantes para a função pedagógica, disponível online, através das várias plataformas digitais. Assim como aulas para o Ensino Básico.


 

Português - Leituras

Os Maias de Eça de Queirós!

Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco

Mensagem de Fernando Pessoa

Livro do Desassossego de Fernando Pessoa

O guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro

Os Lusíadas de Luís de Camões

 

Sermão de Santo António aos Peixes - Padre António Vieira

 

História

Museu Nacional de Arte Antiga - O Museu que não se vê

 

Museu de Arqueologia

Visite, online, a exposição "O Tempo Resgatado ao Mar"  - Arqueologia submarina

 

 

O Essencial sobre a Formação da Nacionalidade de José Mattoso

A série A ESPIA, na RTP 1, no dia 22 de de abril , pelas 21.32h

Trata-se de uma  série de ficção histórica de oito episódios, passada em Portugal e na Galiza durante a 2ª Guerra Mundial.

Durante a guerra, ninguém é o que parece

Para aceder a mais informação e aos dossiês pedagógicos: https://aph.pt/a-espia-estreia-amanha-dia-8-na-rtp-1-as-21-horas/

Para aceder a mais informação no site da Produtora UKBAR FILMES: https://www.ukbarfilmes.com/filmes/a-espia/

 

Filosofia

O essencial sobre a Filosofia Portuguesa de António Braz Teixeira

 

https://www.incm.pt/portal/arquivo/livros/gratuitos/100_OEssencialSobreAFilosofiaPortuguesaSecsXIXeXX.pdf
 

 

O essencial sobre Marcel Proust de Antonio Mega Ferreira

 
 

 

O essencial sobre Leonardo Coimbra de Ana Catarina Milhazes

 
 
 

O essencial sobre Agostinho da Silva de Romana Valente Pinho

 
 
 

Artes

O essencial sobre Pablo Picasso de José- Augusto França

 
 
 

O essencial sobre Álvaro Siza Vieira de Margarida Cunha Belém

 
 
 

O essencial sobre Eduardo Souto Moura de Margarida Cunha Belém

 
 

Consulte, aqui, a programação da Semana da Leitura: Semana da leitura_2020 imprimir (1).pdf (150376)

Chá com Livros - Dia 29 de Janeiro

 

Mais um "Chá com livros"

Enriquecido com a leitura do 

 

Manifesto Anti-leitura, por José Fanha

 

" A Leitura prejudica gravemente a ignorância!"  

 

Abaixo a leitura, pim!
Andam por aí elementos suspeitos que se escondem nas sombras das bibliotecas e chegam a ir às escolas para espalhar um vício terrível e abominável especialmente junto dos mais novos! Dos mais tenros! Dos mais ingénuos! Um vício que se chama
LEITURA!
Os passadores dessa droga dura, os dealers da leitura transformam simples cidadãos em leitores! Em mortos vivos! Em gente que entrega a sua vida aos livros, às histórias, aos romances, aos poemas, gente que se esquece de tudo o mais!
Abaixo a leitura, pim! Abaixo os leitores, pum!
O leitor é um doente!
O leitor é um viciado!
O leitor esquece–se de tudo o mais só para ler!
Cuidado com eles! Porque o pior de tudo é que a leitura pega-se! Cuidado com os leitores! Afastai-os de vós! Protegei vossos filhos!
Morra a leitura, morra! Pim!
Uma geração que lê é uma geração que pensa!
Uma geração que lê é uma geração que duvida!
Uma geração que lê é uma geração que questiona!
Uma geração que lê é uma geração que critica!
Uma geração que pensa e duvida e questiona e critica não engole qualquer patranha que lhe queiram enfiar! Não obedece! Não se baixa! Não se cala! Uma geração que lê e pensa é um perigo para a civilização ocidental e para o país!
Abaixo os leitores! Morra a literatura! Morra! Pum!
Esta gentinha põe-se a ler em vez de trabalhar, de verter o seu suor a bem da nação, de aceitar paciente e responsavelmente que lhe retirem a assistência médica, o subsídio de doença, a reforma, o teatro, a música! As cuecas, se necessário for!
Esta gentinha que lê perde-se a interrogar as medidas necessárias e urgentes para o bem do mercado, dos bancos, dos acionistas que são quem faz andar o país!
Quem lê ainda por cima diverte-se! Entretém-se!
A ler, os leitores viajam! E aprendem! E refletem! E riem! Choram! E sonham!
Morra a leitura, pim! Pam! Pum!
A leitura faz conhecer personagens imorais como o débil Carlos da Maia e a desavergonhada Eduarda da Maia, sua irmã, e bruxas repelentes como a dama de pé de cabra do Alexandre Herculano ou a Blimunda do “Memorial do Convento”.
Seres inúteis e irreais como o Gato Zorbas da “Gaivota e do Gato que a ensinou a voar”.
Criaturas atrevidas, desobedientes e revolucionárias como o João-sem-medo, o Pinóquio, o Tom Sawyer, o Oliver Twist!
E loucos como o cigano Melquíades e o coronel Buendía dos “Cem anos de Solidão”.
A leitura faz-nos viajar por lugares mal frequentados como a ilha do tesouro, o beco das sardinheiras do Mário de Carvalho, os mares do “Mobby Dick”, a Buenos Aires de Borges, a Paris de Marcel Proust, a Londres de Oscar Wilde, a Moscovo de Tolstoi!
A leitura faz-nos rir de pessoas sérias como o conde de Abranhos, o Sancho Pança ou o escriturário Barthleby.
Já para não falar dos autores, meu Deus! Esses seres abjetos! Os escritores que escrevem livros e livros sem um pingo de vergonha! Deviam ser presos! Encerrados num jardim zoológico! Condenados aos trabalhos forçados! À morte! À cadeira elétrica!
Camões, por exemplo, era um marginal que andava sempre à espadeirada. E se fosse só isso, ainda podíamos perdoar. A luta, a pancadaria, a guerra não são reprováveis. Podem até ter uma função muito positiva na nossa sociedade!
Mas esse tal Camões escrevia entre espadeiradas!!! Escrevia estrofes e mais estrofes! Sonetos que enchem livros e que continuam a gastar papel que podia ser poupado para fazer pacotes de castanhas ou relatórios anuais da administração das empresas.
E o Bocage? Dizia impropérios! Palavrões! E até na poesia deixava a marca da sua pouca vergonha! Se escrevesse pornografia nós aceitávamos esses palavrões! Tinham uma função social! Mas poesia…!
E não esqueçamos essa histérica e louca Florbela Espanca, essa desavergonhada, essa grande doida, que queria amar! Deixai-nos rir! Se amasse o seu marido uma vez por semana cumpria a sua obrigação! Se fosse amante do chefe lá do escritório, estava a contribuir para uma gestão equilibrada do produto interno bruto! Mas não! Ela vertia nos versos o seu desejo de amar este, aquele, e mais o outro!
E lembremos Álvaro de Campos que é uma invenção torpe, um sujeito que nunca existiu de facto! Puro delírio! Personagem frágil e contraditória! E Ricardo Reis que também não existia! Nem Alberto Caeiro! Nem Bernardo Soares!
Tudo obra do delírio do Sr. Fernando Pessoa que escrevia cartas de amor devia ter tido vergonha e dedicar-se à sua profissão pobre mas honrada de escriturário! E de muitos mais escritores poderíamos falar! Gente horrível, que só gosta de mexer na miséria e na lama, gente carregada de maldade que nos fala da queda dos anjos e de amores de perdição, de barrancos de cegos, de lobos que uivam, de versículos satânicos!
E até quando escrevem sobre gente feliz, tem de ser gente feliz com lágrimas!
E há quem os leia! Quem sofra com eles! Quem toque carinhosamente nos seus livros sem saber que o veneno entra pelos olhos que lêem e pelos dedos que folheiam! E depois da leitura de uma página, por vezes depois da leitura de um só parágrafo já não há remédio! Eles já são leitores! Estão apanhados irremediavelmente pelo canto de sereia da leitura! A possibilidade de salvação é extremamente diminuta!
Os livros deviam ser reciclados e transformados em lenços de papel! Em solas de sapatos! Em bolas de futebol! Livrai-vos de os ler! Ou melhor! Queimem-nos! Lembrem-se daqueles que ao longo da história tentaram salvar-nos queimando pilhas e pilhas de livros!
Digamos com eles, abaixo os livros! Morra a leitura! Morra, pim!
Os livros fazem-nos afastar da realidade, da economia! Do mercado! Do futuro!
Uma ponte é feita com ferro e cimento e não com livros!
No tribunal, o advogado não defende um criminoso com poesia!
Na sala de operações o cirurgião não abre os órgãos de um doente com um romance!
Ninguém se deixa corromper por um soneto!
Abaixo a prosa! Abaixo a poesia! Abaixo o ensaio!
Morra a leitura, morra! Pim!
E temos de falar das bibliotecas, essas casas sombrias onde o vício é permitido! Pais! Protegei os vossos filhos! As bibliotecas são autênticas salas de chuto de porta aberta ao público! E estão carregadas e alto abaixo de livros! E os livros estão à vista! Pior ainda, os livros estão à mão de qualquer criança ingénua! E alguns até têm ilustrações, bonecos que tornam a leitura mais fácil e a perdição mais próxima! E o pior é que podem ser requisitados e levados para a casa, para o seio da família onde vão espalhar a sua ação desagregadora e malfazeja!
Morra a leitura! Morram as bibliotecas! Pim! Pam! Pum!
Mas há esperanças para o futuro!
Por alguma razão muitos dos nossos melhores e mais impolutos dirigentes só lêem resumos! Ou extratos da conta bancária! Quanto ao resto, nada! Nem uma palavra! Nem uma linha!
E quando lhes perguntam o que andam a ler, muito perspicazmente, eles inventam títulos de livros que não existem para lançar o engano e, quiçá, salvar alguém dos terríveis vícios da leitura!
Sigamos o exemplo que muitos dos nossos dirigentes e gerentes e gestores nos apontam! Há que ter a coragem de dizer bem alto:
A leitura prejudica gravemente a ignorância!
E sem ignorância o país não progride! Não crescem os juros! Não se investe nas off-shores! O estado não vende empresas abaixo do preço aos particulares! O preço da gasolina não sobe!
Acabemos de vez com a leitura! Abaixo a leitura! Pim! Pam! Pum!
Se puserem um livro à vossa frente, caros amigos, cuidado! Desviem o olhar! Não abram nem uma página! Pode bastar um verso para contaminar! Um homem que lê pode desejar viver num mundo melhor! Pode de repente sentir as lágrimas correrem-lhe pela cara abaixo! Pode querer subitamente ajudar os aflitos! Pode abraçar estupidamente um amigo ou beijar os lábios de uma rapariga bela como um raio de sol a iluminar a mais bela rosa do jardim!
Por isso é preciso fechar as portas aos antros de leitura! Sabemos que pode parecer doloroso mas é fundamental arrancar de vez os livros das mãos dos viciados e impedi-los de ler uma linha sequer! Se for preciso tapai-lhes os olhos! É preciso preparar o futuro dos nossos filhos! Não lhes dar ilusões, nem sonhos, nem alegrias! Nem dúvidas, nem sabedoria, nem nada!
Abaixo as bibliotecas! Abaixo os livros! Morra a leitura de uma vez por todas! Morra!
Pim! Pam! Pum!

 

 

Semana da Ciência e da Tecnologia

 

Semana da Ciência e da Tecnologia na Escola Sá de Miranda

  A Semana da Ciência e Tecnologia decorreu na Escola Sá de Miranda, de 19 a 25 de novembro, tendo tido um leque diversificado de atividades a que a Comunidade Educativa não se mostrou indiferente.

            No dia 19, pelas 10h30, a turma 10.º1, acompanhado da docente Ana Maria Faria, de Físico Química, assistiu à Inauguração da Semana da Ciência e da Tecnologia. As docentes Cândida Batista, Joana Lopes e Ana Maria Faria procederam a uma breve apresentação das atividades a serem realizadas durante esta Semana, do trabalho de Museu, do Website do Museu e da apresentação de um projeto de trabalho para a turma, no âmbito da Ciência e do Museu da Escola Sá de Miranda.

           Pelas 11h30, tivemos a brilhante Palestra“Eça de Queirós e a Química” do Professor Doutor João Paulo André, do Departamento de Química da Universidade do Minho. Os 101 alunos presentes e respetivos docentes tiveram a oportunidade única de ver interligada a Química com a Literatura. O Palestrante demonstrou, através de excertos das obras de Eça de Queirós, que o escritor tinha conhecimentos bastante atualizados de Química, utilizando-os para fundamentar os seus enredos. Encontramos cerca de quarenta produtos químicos na sua obra de natureza realista. Assim, a Química encontra-se muito presente nas suas fabulosas descrições. Esta constatação funcionou como uma grande “surpresa”, dando-nos uma nova visão sobre a obra queirosiana.

            No dia 20, acompanhados pelos Professores Sérgio Leite e Adelaide Sousa, oito turmas e respetivos docentes tiveram a excelente oportunidade de efetuarem o “Percurso interpretativo da ecologia da quinta”, percorrendo, cada grupo, a Quinta da Escola Sá de Miranda, durante cerca de 15 minutos. O momento crucial foi o avistamento dos quatro gamos – duas fêmeas, um macho e uma cria. Foi um momento de uma beleza bucólica inigualável.

            Na quinta-feira, dia 21, no auditório, pelas 10h30, o Professor Doutor Luís Cunha, do Departamento de Física da Universidade do Minho, brindou os 146 alunos presentes, do ensino secundário, das diferentes áreas, os respetivos professores e mais alguns elementos presentes, com a comunicação: “Celebrando exploradores e descobertas: de Fernão de Magalhães a Albert Einstein”. A sua palestra foi além dos 50 minutos previstos, atendendo ao interesse demonstrado, por alguns alunos sem aulas e, ao de uma turma, que quiseram prolongar por mais tempo a comunicação e debate, para verem  e ouvirem, para debaterem, para esclarecerem todas as suas dúvidas. Nesta palestra, relacionaram-se temáticas das áreas da Física, da História, da Geografia, da Biologia, o que acabou por tornar a apresentação mais interessante e dinâmica.

            No dia 25 de novembro, a encerrar a Semana da Ciência e Tecnologia, pelas 10h30, a Professora Doutora Teresa Monteiro, do Departamento de Produção e Sistemas, da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, demonstrou a “Aplicação da Matemática no estudo duma campanha de Marketing Viral – o caso da Dove”, a 95 alunos, do ensino secundário e aos seus respetivos professores. Mostrou-nos como as campanhas de Marketing influenciam as pessoas na aquisição de produtos e como as aplicações matemáticas permitem auxiliar na compreensão e viabilidade do investimento na produção e venda de um determinado produto.        

            Tivemos como suporte, para toda a Semana da Ciência e Tecnologia, a Exposição “Põe-te à Tabela – Os 150 anos da Tabela Periódica dos Elementos”. No decorrer desta, procedeu-se à visita ao Museu (com ou sem explicação da resenha histórica da Escola e de todo o seu espólio) a 67 pessoas (com ou sem visita agendada). No dia 19/11, pela manhã, a docente Fátima Barbosa fez-se acompanhar do 11.º 7. De tarde, a docente Flora Alves, pelo 2P3. No dia 21/11, pela manhã, efetuou-se a visita ao Professor Doutor Luís Cunha. No período da tarde, acompanhou-se um grupo do Espaço Sénior de Celeirós, Aveleda e Vimieiro, composto por 10 adultos e pela monitora a Dra. Ângela Rodrigues (11 no total). No fim do dia, fez-se a visita a um Encarregado de Educação de uma aluna do ensino secundário. No dia 22/11, ao final da tarde, efetuou-se a visita a uma ex-aluna (anos 90) e à sua filha de 6 anos. No dia 25/11, realizou-se a visita à Professora Doutora Teresa Monteiro.

            A Semana da Ciência e Tecnologia é um acontecimento que, a partir de agora, se vai repetir todos os anos, dado que foi relevante em termos culturais,  interessante em termos de curiosidades, inspiradora para novos questionamentos e inédita em ligações interdisciplinares quase improváveis.

 

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares - dia 28 de Outubro

Comemoração

Chá com Livros na Biblioteca Pereira Caldas

No dia 25 de Outubro, esteve na nossa Escola o escritor David Machado.

Falou-nos, entre muitas coisas essenciais à vida, na felicidade!

Muito obrigada pela sua presença, David!

 

 

 

7º Edição  “Escritores do Minho”  apresenta sarau artístico em homenagem a António Variações

10 de Maio

No dia 10 de Maio, decorreu, no Teatro da Escola Sá de Miranda, um dos Saraus em homenagem a António Variações, organizado pela rede de bibliotecas escolares de Braga. Esta 7ª edição do projeto “Escritores do Minho”, este ano é dedicada ao inesquecível António Variações.

 “Escritores do Minho” é um grande projeto concelhio de leitura da Rede de Bibliotecas Escolares de Braga (RBB) e tem como propósito promover e divulgar escritores que viveram no Minho e/ou escreveram sobre a nossa região, assim como a promoção da leitura desses mesmos autores. Este projeto assume diferentes formas, ligando-se, essencialmente, às artes e à Literatura. A Escola Sá de Miranda foi, no ano letivo 2012/2013, responsável pela 1ª edição, dedicada ao grande Camilo Castelo Branco, figura ímpar do nosso “mundo literário”. O projeto vai na 7.ª edição, tendo sido já homenageados os escritores Camilo Castelo Branco, Virgílio Alberto Vieira, Sebastião Alba, Pedro Seromenho, Maria Ondina Braga e Maria do Céu Nogueira.

Este ano letivo a dinamização ficou, novamente, ao cargo do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda e escolheu o autor minhoto, António Variações.

Esta escolha prende-se com a influência que a sua poesia consubstanciada nas letras das suas canções e composições musicais tiveram na sua época, e que ainda hoje se mantêm no panorama cultural. António Variações marcou uma época, transcendeu-a pela sua autenticidade, originalidade e talento. Nasceu, em Fiscal, concelho de Amares, fazendo o seu próprio caminho. Era diferente, excêntrico, audacioso, e nele estava patente liberdade e talento e, inevitavelmente, a diversidade, a flutuação, a inconstância e a variedade.

Neste sarau, os alunos dos agrupamentos de escolas Sá de Miranda, D. Maria II, André Soares, Conservatório Calouste Gulbenkian, Celeirós e Alberto Sampaio, inspirados em Variações, apresentaram diversas atuações  tornando a noite inesquecível para todos que assistiram ao trabalho desenvolvido pelas escolas.

O próximo Sarau terá lugar, igualmente, na Escola Sá de Miranda, no dia 17 de maio.

Sarau no âmbito do 7.º Encontro de Escritores do Minho realizado na Escola Sá de Miranda

Dia 17 de Maio

No dia 17 de Maio, no Teatro da Escola Sá de Miranda, pelas 21.00h, retomou-se a homenagem ao grande, original e talentoso António Variações, iniciada no Sarau do dia 10 de Maio, dando continuidade  à celebração da memória (I)material da obra do autor minhoto.

Terminou-se, com este Sarau, a 7ª edição do projeto “Escritores do Minho”, este ano dedicado ao inesquecível António Variações. “Escritores do Minho” é um projeto concelhio de leitura da Rede de Bibliotecas Escolares de Braga e tem como propósito promover e divulgar escritores que viveram no Minho e/ou escreveram sobre esta região, assim como a promoção da leitura desses mesmos autores. Este projeto assume diferentes formas, ligando-se, essencialmente, às artes e à Literatura: desde concursos Literários até concursos de Ilustração ligados a este projeto. No dia 10 de Maio entregaram-se os prémios aos vencedores do 3.º ciclo e do Ensino Secundário. No dia 17 de Maio os prémios  foram entregues aos alunos vencedores do 1º e 2º Ciclos.

De relembrar que nestas sete edições foram homenageados os escritores Camilo Castelo Branco, Virgílio Alberto Vieira, Sebastião Alba, Pedro Seromenho, Maria Ondina Braga e Maria do Céu Nogueira.

Neste sarau, os alunos do Colégio D. Pedro V e dos Agrupamentos de Escolas Sá de Miranda, André Soares; Carlos Amarante; Maximinos e Trigal-Santa Maria, inspirados em Variações, apresentaram diversas atuações tornando a noite inesquecível para todos que assistiram ao trabalho desenvolvido pelas escolas.

Assim, nesta noite todos se deliciaram com as diferentes apresentações: dramatização dos” Variar em verso livre” dos alunos  do colégio D. Pedro V; momento de música instrumental “Ao som dos cavaquinhos” com os alunos do Agrupamento de Escolas André Soares; Medley apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Maximinos intitulado "Variedades do Variações"; declamação feita pelos docentes do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante da letra “Rugas” de António Variações; filme produzido pelo Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, inspirado na riqueza, ousadia e diferença da vida de António Variações e canções “Canção do engate e  Estou além” , cantadas por alunas da Escola de Palmeira.

Por fim, foram entregues os prémios dos concursos Literário e de Ilustração dos 1.º e 2.º ciclos, parabenizando todos os que participaram neste concurso, professores, alunos, pais e aos júris que procederam à seleção.

 

Desta forma, homenageou-se em partilha e colaboração, o grande António Variações!

O Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, como anfitrião e organizador da 7ª Edição dos Escritores do Minho, agradece a todos a partilha!

 

Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de abril, organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

 O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.

A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de CervantesWilliam Shakespeare e Garcilaso de la Vega.

A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro.

Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

Eis, algumas frases interessantes sobre a leitura:

“Mais se aprende na leitura meditada de um só livro, de que no folhear, levianamente, milhares de volumes.” Júlio Dinis

“A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo.” Joseph Addison 

“A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional.” Umberto Eco

 

Exposição de Pereira Caldas

Uma amostra selecionada do seu espólio doado ao Liceu Bracarense

 

Decorrerá, de 26 de Abril a dia 8 de Maio, na Biblioteca Pereira Caldas, Escola Sá de Miranda, uma exposição do espólio de maior relevância de Pereira Caldas. A exposição será acompanhada da reprodução de anotações que Pereira Caldas ia fazendo nos seus livros, daremos, também, destaque a livros de maior relevância.A abertura da exposição está prevista para as 10.30h, será feita por figuras do meio cultural bracarense.Esta exposição decorre de um trabalho minucioso que a estagiária Andreia Azevedo, da Universidade do Minho, orientanda do Prof. Doutor José Cordeiro, está a fazer sobre o espólio de Pereira Caldas.

Contamos com a sua presença!

Visite a nossa exposição!

Estará aberta ao público de segunda a sexta das 10h30 às 17h.

 

Semana da Leitura

Visita dos alunos do 6º ano

Um momento na Biblioteca Pereira Caldas

No dia 15 de Março, os alunos do 6º ano do Colégio Leonardo da Vinci visitaram a Biblioteca Pereira Caldas. Foram recebidos pela Drª Andreia Azevedo, estagiária da Universidade do Minho. Foi-lhes contado como preservar os livros; a importância do património bibliográfico; manuseamento de manuais escolares antigos; visualização dos livros em tratamento devido aos danos por humidade e observação da doação de Pereira Caldas.Os alunos puderam passear por toda a Biblioteca, observando e perguntando aquilo que lhes deu curiosidade.

 

 

Semana da leitura

 
No dia 15 de Março, a Professora Teresa Viana e os alunos de artes, autores das ilustrações, receberam os alunos de 12º ano, na Biblioteca, para explicar como foi feito todo o processo criativo da exposição de Fernando Pesso, patente na Biblioteca.

Os os nossos alunos, para criarem estas ilustrações, centraram-se na poesia deste génio da literatura e deram forma artística a alguns dos seus poemas, de uma forma genial e inédita.

Os nossos agradecimentos a todos os envolvidos, os nossos alunos e os Professores David Figueiredo, Júlia Viseu e Teresa Viana!

 

  • Semana da Leitura - Projeto de Escrita "Olhar Braga - Património Bracarense e Escrita Criativa"

  •  
  • No dia 14 de Março, no âmbito do Projeto de escrita criativa"Olhar Braga", visitamos, com os alunos de 11º2 e 11º5, o Instituto Monsenhor Airosa e o comércio tradicional. Esta visita pela cidade de Braga servirá de inspiração para o processo de escrita. O Instituto Monsenhor Airosa, antigo Convento da Conceição, albergou, ainda que por pouco tempo, a inesquecível Ana Plácido, amor de Camilo Castelo Branco.Esta visita pela cidade de Braga servirá de inspiração para o processo de escrita. O Instituto Monsenhor Airosa, antigo Convento da Conceição, albergou, ainda que por pouco tempo, a inesquecível Ana Plácido, amor de Camilo Castelo Branco. Visitamos os seguintes lugares: Instituto Monsenhor Airosa; A Brasileira; Loja de ferragens; Ferreira Capa; Casa das Velas; Casa dos terços; Loja Confiança; Depósito da Marinha Grande; Bordalo Pinheiro e Igreja do Salvador.

 

  • Semana da Leitura

  • No dia 13 de Março, das 10.30h-12.30h A poesia foi à sala – os alunos de 11º12, acompanhados pelo Professor José Augusto foram às salas de aula declamar poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen (centenário do nascimento) e de João Penha (ex-aluno do Liceu) (centenário da morte), criando momentos deliciosos
  • As alunas da turma 1P3 foram às salas encantando com a leitura dramatizda da lenda do Galo de Barcelos

Semana da Leitura

Chá com livros

 
Realizamos mais um Chá com livros, inserido na Semana da Leitura com os alunos das turmas 1P3, 11º 7 e 3P2
 
 

 

Semana da Leitura -  11 e 15 de março

"hoje leitor, amanhã leitor" 

 
A Semana da Leitura encontra-se centrada em três grandes figuras nacionais da poesia: 
  • Sophia de Mellho Breyner Andresen, estamos, este ano,a comemorar os cem anos do seu nascimento; 
  • João Penha, ex-aluno estranho do nosso Liceu, comemoramos os cem anos da sua morte;
  •  Fernando Pessoa, os alunos de Artes centraram-se na poesia deste génio da literatura e deram forma artística a alguns dos seus poemas.

Veja a nossa programação!

Visita dos alunos do 4º ano

Um momento na Biblioteca Pereira Caldas

 

Nos dias 7 e 8 de Março, os alunos do 4º ano do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda visitaram a Biblioteca Pereira Caldas. Foram recebidos pela Professora Bibliotecária Cândida Batista e pela Drª Andreia Azevedo, estagiária da Universidade do Minho.Foi-lhes contado como preservar os livros; a importância do património bibliográfico; manuseamento de manuais escolares antigos; visualização dos livros em tratamento devido aos danos por humidade e observação da doação de Pereira Caldas. Os alunos puderam passear por toda a Biblioteca, observando e perguntando aquilo que lhes deu curiosidade.

 

 Todos os meses temos o nosso Chá com Livros

No dia 22 de outubro, comemoramos, na Biblioteca Pereira Caldas, o Dia das Bibliotecas Escolares, também, com o nosso "Chá com livros". Estiveram presentes professores e os alunos das turmas 8º1, 11º1 e 1P3 e alunos de Educação Especial.
 No  dia 28 de novembro estivemos com o 11º2 e alunos de Educação Especial .
 No dia 23 de janeiro com o 10º7, 10º8 e alunos de Educação Especial
 No dia 20 de fevereiro com o 10º5, 10º 9, 10º10 e alunos de Educação Especial.
Nestes encontros falamos de livros e leituras, bebemos chá, comemos um biscoito, falamos de livros, partilhamos experiências leitoras, temos novas referencias de leitura e  levamos novos livros para casa.  
 

Chá com Livros - Dia 22 de Outubro na Biblioteca Pereira Caldas

 

Chá com Livros - Dia 23 de Janeiro na Biblioteca Sá de Miranda

 

Chá com Livros - Dia 20 de fevereiro na Biblioteca Sá de Miranda

 
 

 

Projeto de Escrita "Olhar Braga"

 

Continuamos, este ano letivo, com muito entusiasmo, a trabalhar para o projeto de escrita criativa "Olhar Braga", envolvendo, agora, turmas de 10º e 11º anos.Este projeto tem como base o património local, pretendendo desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga,

Para melhorar a sua competência de escrita, os alunos  tiveram, no 1º período, Workshop de escrita criativa com o Dr. António Mendes, nas seguintes datas:

10º4 – 9 de novembro, sexta, das 10.30 às 12.20 h;

10º1 – 12 de novembro, segunda,  das 11.30 às 13.15;

10º3 - 13 de novembro, terça, das 10.30h às 12.20h;

10º5 e 10 (turmas juntas),14 de novembro, quarta, das  9.25 as 11.20;

10º7 – 20 de novembro, terça, das 9.25 h às 11.20 h;

10º9  - 21 de novembro, quarta, das 9.25 às 11.20h.

Para melhorar o seu conhecimento do património da cidade de Braga, realizamos Visitas a doze instituições/lugares emblemáticos, com os alunos dos 10º anos, turmas 1, 3,4,5, 7, 9 e 10, nos dias 29 e 30 de janeiro. Aos seguintes lugares

Escola Sá de Miranda (Museu e Biblioteca Pereira Caldas);

Igreja de S. Vicente;

Igreja Nossa Senhora de Guadalupe,

Doçaria de S. Vicente;

Sé de Braga;

Capela de S. Bentinho;

Museu do Traje;

Bananeiro";

Café "A Brasileira";

Casa Rainha;

Sapateiro na Praça do Município - Zé das Solas

Projeto de Escrita "Olhar Braga - Património Bracarense e Escrita Criativa"

 

Os alunos que realizaram o Projeto de Escrita Criativa, no 10º ano, no ano transato, são, agora, alunos de 11º ano.

O Projeto continua, para eles, com novos lugares, com um novo olhar, baseado, também, no seu programa curricular de Português, nomeadamente o Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco. Para estes alunos, este é o 2º ano do projeto que integrou as Jornadas Europeias do Património 2018, tendo a a Câmara Municipal patrocinado a impressão das brochuras com os diferentes textos produzidos e que foram,posteriormente, oferecidas aos espaços visitados.

No dia 14 de Março, no âmbito deste projeto, visitamos, com estes  alunos , o Instituto Monsenhor Airosa e o comércio tradicional. Esta visita pela cidade de Braga servirá de inspiração para o processo de escrita. O Instituto Monsenhor Airosa, antigo Convento da Conceição, albergou, ainda que por pouco tempo, a inesquecível Ana Plácido, amor de Camilo Castelo Branco.

Visitamos os seguintes lugares:

Instituto Monsenhor Airosa;

 A Brasileira;

Loja de ferragens;

Ferreira Capa;

Casa das Velas;

Casa dos terços;

Loja Confiança;

Depósito da Marinha Grande;

Bordalo Pinheiro;

Igreja do Salvador.

 

“Olhar Braga”

Apresentação no dia 7 de Dezembro, pelas 19.00h, na Tenda de Natal, na Avenida Central

No dia 7 de Dezembro, pelas 19.00h, , na Tenda de Natal da Câmara Municipal, na Avenida Centra, vão ser apresentados os textos criados pelos alunos no âmbito do Projeto de escrita criativa “Olhar Braga”. Este projeto, desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, pela Biblioteca Escolar e pela Área Disciplinar de Português, associou o conhecimento do património local e a escrita criativa. Para isso, desafiou os alunos a visitarem alguns locais emblemáticos da cidade de Braga e a darem asas à sua criatividade. Escolhendo o género textual em que mais se sentiram à vontade, os jovens (das turmas 10º1, 10º2 e 10º5 do ano letivo de 2017/2018) deram uma nova vida e uma nova visão aos espaços que visitaram e que os fascinaram  pelo valor histórico, arquitetónico ou comercial. E quantas surpresas tiveram! Como Braga lhes pareceu uma cidade cheia de encantos!

Agradecemos, mais uma vez, a colaboração dada na fase de preparação pelo Dr. Ricardo Silva, Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor (Formação e Evolução da Cidade e das Sete Fontes), pelo Dr. António Mendes (Oficina de Escrita Criativa) e pelo testemunho da escritora Patrícia Ribeiro, e por fim à Câmara Municipal de Braga, através da Dra. Lídia Dias e Dr. Rui Ferreira,a excelente oportunidade que nos proporcionou para integrar este projeto no programa das “Jornadas Europeias do Património 2018“, apresentamos com muito orgulho os trabalhos dos nossos jovens escritores. Antes disso, uma emotiva reflexão do Samuel Marinho do 10º6 sobre  a cidade de Braga

 

“Não há nenhuma composição ou junção de palavras que descreva ou refira a cidade de Braga de forma completa real e justa.

Nunca serão inventadas palavras que carreguem a magia que nos é transmitida pela cidade, quanto mais a sua importância a nível mundial.

É uma futilidade tentar descrever esta cidade, ela não é apenas a sua história, não é apenas o seu presente, não é só o seu futuro… esta cidade é…

Para que é que vamos perder tempo e tentar descrever um círculo com quadrados?

É impossível!”

Revista Trajetórias

Ontem, dia 21 de Maio, pelas 18.00h,tivemos a apresentação da Revista Trajetórias, no Auditório da Escola Sá de Miranda,este ano dedicada ao tema Diversidades. Foram convidados a Comunidade Escolar, Autores, Colaboradores e  Patrocinador.

 

Capa de Alberto Péssimo

Projeto “Olhar Braga”- escrita criativa e descoberta do património local

 

No âmbito do projeto "Olhar Braga", as turmas 1, 2 e 5 do 10º ano realizaram, na manhã de 11 de maio de 2018, visitas a vários estabelecimentos comerciais emblemáticos da cidade de Braga (Correaria Moderna, Café Viana, Pereira das Violas, Cafés Negrita, Livraria 100ª Página, Torrefação Bracarense, Queijaria Central, Frigideiras do Cantinho e Mercearia do Campo da Vinha) para além da Fonte do ídolo, Palácio do Raio, Museu Nogueira da Silva, Museus dos Biscainhos e Painéis do Pópulo. Foi uma manhã intensa e repleta de momentos e descobertas que os alunos não vão esquecer.  E agora, mãos à obra, jovens escritores!

 

2018-03-06

Encontro com o Escritor Pedro Guilherme-Moreira


O escritor chega à Escola Sá de Miranda, em Braga, toma um café e pede uma garrafa de água. (...)

O auditório está agora cheio com as três turmas e os professores e o PowerPoint pronto a arrancar. Mas o escritor não o arranca. Vai-se perdendo a contar porque é que tem  por ídolo Jim Carrey, explica que Jim Carrey é um génio vivo e não pode reduzir-se ao Ace Ventura ou à Máscara. Mais tarde o jovem Gustavo, que também é apenas um aluno, mostrará que ser apenas um aluno, hoje, é ser mais do que foram todos os alunos que hoje são crescidos, e fala do documentário sobre as filmagens do Man on the Moon e sobre a forma como o Jim Carrey fica aprisionado dentro do Andy Kaufman que representa ao ponto de se pegar à pancada com outros actores.

 

O escritor invocará um artigo do El País do último fim-de-semana, para explicar porque é que, do seu ponto de vista, esta é a mais extraordinária geração de sempre: é que 90% de toda a informação alguma vez produzida pela humanidade o foi nos último 5 anos. (...) Por isto mesmo, por este jorro de informação a fluir a cada segundo, a sabedoria já não é o que era ou talvez os sábios tenham de ser outra coisa. Não basta, hoje, o domínio dos clássicos. Na informação que flui vertiginosamente perdem-se muitos génios e muitas coisas geniais. Somos tantos que não nos ouvimos. (...)

O escritor perde-se frequentemente. Não é Alzheimer. Ainda não, pelo menos.(...) Diz-lhes que é capaz de recomendar o livro adequado a cada aluno e que raramente se engana, o pateta. Diz-lhes que há sempre um livro que os pode deitar abaixo da cadeira, da cama, do banco, seja lá onde os alunos e os crescidos praticam o desporto social do passa-o-dedo-no-ecrã. (...)

Dizia Lobo Antunes numa Escritaria, em Penafiel, não faz muito tempo, que a amizade, por ser um tipo de amor, também pode acontecer á primeira vista. (...)
É contra esse mundo aparente e volátil que o escritor combate desde sempre. Contra a forma como não queremos saber de nada nem ninguém, e, quando alguém se importa mesmpo connosco, tem de ser evitado porque existe a convicção de que não há almoços grátis e ninguém quer pagar preço nenhum, quando a existência já vai tão dolorosa. (...)

Pedro Guilherme - Moreira

(Texto com supressões)

Semana da Leitura 2018

Semana da Leitura - Roteiro Camiliano no Porto, dia 2 de março

 

Percorrendo os lugares por onde Camilo passou,viveu e/ou escreveu, encontramos o Presidente da Repúlica, Doutor Marcelo Rebelo de Sousa e o Presidente da Alemanha, Frank - Walter Steinmeier

 

Projeto de Escrita “Olhar Braga”

Projeto de escrita criativa, da responsabilidade da Área Disciplinar de Português e Equipa das Bibliotecas e do Dr. António Mendes, com o objetivo de promover o gosto pela expressão escrita e pela leitura, tendo como base o património local.

Trata-se de um projeto que pretende desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga, procurando melhorar o nível cultural dos alunos, sendo transversal a todo o Agrupamento.

No ensino secundário, as atividades do projeto inserem-se no âmbito literário e cultural, tendo como objetivo a produção de todo o tipo de textos, sendo parceiros interdisciplinares o Conselho de turma

O Projeto “Olhar Braga” contará com várias fases de implementação:

  • Dia 15 de novembro – Conferência sobre os sítios emblemáticos, com a participação do arqueólogo e Presidente da Junta de S. Vítor, Dr. Ricardo Silva;

  • De 4 a 17 de janeiro  – Workshop de escrita criativa com o Dr. António Mendes;

  • Janeiro - Contacto direto com um escritor e com todo o processo criativo subjacente à obra;

  • Fevereiro - MarçoVisitas às instituições culturais, sítios emblemáticos e outras;

  • Março - Abril - Oficinas de escrita e produção de trabalhos;

  • Abril - Apresentação do projeto à comunidade e atribuição de prémios aos melhores trabalhos;

  • Junho/ Julho - Exposição de trabalhos na Feira do Livro de Braga

Turmas diretamente envolvidas - 10º2, 10º3,10º4,10º5, 10º6,10º7, 10º8,10º11, 10º12

 

N.B. A tipologia dos textos é completamente livre. A produção escrita pode ser singular ou plural. Há, ainda, a possibilidade de se criarem parcerias com as turmas de Arte para a ilustração destas produções escritas e/ou com as turmas de Multimédia para o registo fotográfico.

 

1ª fase

Dia 15 de novembro, tivemos o prazer de ter connosco, no Teatro da Escola Sá de Miranda, o Dr. Ricardo Silva, Arqueólogo e Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor, no âmbito do  Projeto de escrita – “Olhar Braga”. Este projeto tem como objetivo  promover o gosto pela expressão escrita e pela leitura, tendo como base o património local. Trata-se de um projeto que pretende desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga, procurando melhorar o seu nível cultural.

No ensino secundário, as atividades do projeto inserem-se no âmbito literário e cultural, tendo como objetivo a produção de todo o tipo de textos com recurso à ilustração e  à fotografia.

O Projeto “Olhar Braga” contará com várias fases de implementação. Nesta primeira fase, o Dr. Ricardo apresentou aos nossos alunos de 10º ano, de uma forma entusiasmante, sítios emblemáticos de Braga, a fim de este ser o mote e a motivação para a produção escrita sobre a cidade.

Depois desta apresentação os alunos terão Workshops de escrita criativa; visitas às instituições culturais, sítios emblemáticos e outras, a que se seguirão oficinas de escrita e produção de trabalhos. Em Abril teremos a apresentação do projeto à comunidade e atribuição de prémios aos melhores trabalhos e participaremos na  Feira do Livro de 2018, com uma exposição dos melhores trabalhos dos nossos alunos.



2ª Fase

Agendamento das sessões do Workshop de Escrita Criativa, orientadas pelo Dr. António Mendes

10º6 - 4 de janeiro

10º5 - 5 de janeiro

10º3 e 10º 11- 10 de janeiro

10º2 e 10º8 - 11 de janeiro

10º7 - 12 de janeiro

10º4 - 17 de janeiro


3ª Fase

 

Projeto de Escrita “Olhar Braga”

 

Dia 15 de novembro, tivemos o prazer de ter connosco, no Teatro da Escola Sá de Miranda, o Dr. Ricardo Silva, Arqueólogo e Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor, no âmbito do  Projeto de escrita – “Olhar Braga”. Este projeto tem como objetivo  promover o gosto pela expressão escrita e pela leitura, tendo como base o património local. Trata-se de um projeto que pretende desenvolver nos alunos a competência da escrita e o conhecimento e a valorização do património da cidade de Braga, procurando melhorar o seu nível cultural.

No ensino secundário, as atividades do projeto inserem-se no âmbito literário e cultural, tendo como objetivo a produção de todo o tipo de textos com recurso à ilustração e  à fotografia.

O Projeto “Olhar Braga” contará com várias fases de implementação. Nesta primeira fase, o Dr. Ricardo apresentou aos nossos alunos de 10º ano, de uma forma entusiasmante, sítios emblemáticos de Braga, a fim de este ser o mote e a motivação para a produção escrita sobre a cidade.

Depois desta apresentação os alunos terão Workshops de escrita criativa; visitas às instituições culturais, sítios emblemáticos e outras, a que se seguirão oficinas de escrita e produção de trabalhos. Em Abril teremos a apresentação do projeto à comunidade e atribuição de prémios aos melhores trabalhos e participaremos na  Feira do Livro de 2018, com uma exposição dos melhores trabalhos dos nossos alunos.

Contacto com a obra da escritora Patrícia Ribeiro e com todo o processo da escrita criativa

 

Patrícia Ribeira apresentou, no passado dia 26 de janeiro, no Teatro da Escola Sá de Miranda, o seu último livro - Os Homens Nunca Saberão Nada Disto e  todo o processo criativo subjacente ao romance (escrita, música e ilustração). Trata-se de um livro com vários pormenores visuais. A autora explicitou  esses pormenores (o romance em si tem várias questões particulares, notas ao longo das páginas, pormenores gráficos nos capítulos, a presença de símbolos visuais importantes no enredo, além de que o próprio livro de extras vive essencialmente do seu conteúdo visual). Após a apresentação, seguiu-se um debate .

Em três apresentações, entre as 8.20 h e as 13.15h, estiveram envolvidas 12 turmas de 10º ano(1, 2, 3,4,5,6,7,8,9,10,11 e 12), as turmas de Artes de 10º, 11º e 12º anos (11º12 e 12º 10) e o 11º 1.

A Dra. Helena Barros veio falar-nos de Fernando Pessoa

O Dr. José Miguel Braga vem declamar poesia

 

Dia 5 de fevereiro de 2018, das 10.05 h às 11.35 h, no Teatro da Escola Sá de Miranda

A Dra. Helena Barros, autora do livro " Cada um é muita gente - A esquizofrenia em Pessoa", veio falar-nos de Pessoa  dando a conhecer a causa do medo, do ódio, da inveja,do vazio do eu, do tédio, da impossibilidade de entrega ao amor e fazendo-nos perceber de que modo estes e outros sentimentos foram experienciados e sustentaram a vida e obra do poeta. Teremos, também, poesia de Fernando Pessoa declamada pelo Dr. José Miguel Braga.
 
Estiveram presentes todas as turmas de 12º ano
 

 

Dia das Bibliotecas Escolares

No dia 23 de Outubro, festejamos o dia das Bibliotecas Escolares. Os alunos do Curso de Apoio à Infância, 2 P3, com as Professoras Ana Sofia Freitas; Cândida Batista e Leopoldina Almendra, celebraram o dia das Bibliotecas caracterizando-se de livros, animando os corredores da Escola Sá de Miranda e as Bibliotecas, Biblioteca Sá de Miranda e Biblioteca Pereira Caldas (Biblioteca Antiga).

Fizeram uma pequena dramatização simbolizando crianças à procura de conhecimento e do saber e declamando textos alusivos à importância da leitura e das bibliotecas.

Os alunos de Educação Especial participaram ativamente e com grande entusiasmo. Os alunos do 10º 4 e 12º4 estiveram presentes na Biblioteca Pereira Caldas.

Esta atividade culminou com um Chá com Livros.

Catálogo online

Clique na imagem para pesquisar, no catálogo online, por autor, título, assunto. Se pretender consultar, no catálogo, as doações do Dr. Humberto Soeiro, do Padre Alberto Azevedo e do Dr. Pereira Caldas deve colocar H.S. , P.A. e/ou P.C., respetivamente.

Envolva-se, também, no nosso facebook

https://www.facebook.com/biblioteca.escolasamiranda

DUAS BIBLIOTECAS E 60.000 TÍTULOS ENRIQUECEM ESCOLA SÁ DE MIRANDA

Consulte o artigo que saiu, no dia 31 de janeiro, no Correio, sobre as Bibliotecas da Escola Sá de Miranda, em

https://www.correiodominho.com/noticias.php?id=75136

 

Na Nossa Biblioteca temos várias e valiosas doações, o Padre Alberto Azevedo doou-nos cerca de 1500 livros, à qual dedicamos um espaço 

 Para consultar, no catálogo esta doação, coloque PA

 
 
O nosso muito obrigada e um pequeno tributo ao Padre Alberto Azevedo

 

PADRE ALBERTO AZEVEDO

(1926-2010)

Sacerdote, professor e pedagogo. A sua docência aberta influenciou uma geração de políticos, pedagogos, professores, jornalistas, entre outras actividades. Natural da Vila de Ribeirão do concelho de Vila Nova de Famalicão, após a 4.ª classe faz exame de admissão ao Liceu, decidindo entrar no Seminário de Nossa Senhora de Conceição de Braga, aí concluindo o 5.º ano. Fez Filosofia e Teologia no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo em Braga. Depois da ordenação sacerdotal, entre 1950 a 1951 trabalhou no jornal bracarense Diário do Minho e no Seminário Conciliar durante um ano. É chamado para a Casa Arquiepiscopal, exercendo funções administrativas na secretaria, assim como também no Tribunal Eclesiástico, acompanhando os prelados em visitas pastorais. Em 1956 entra no Liceu Sá de Miranda, leccionando durante 40 anos nessa instituição educativa bracarense. Aceitou a Reitoria do Templo dos Congregados e, por convite directo e expresso do Arcebispo-Primaz D. António Bento Martins Júnior, fica assistente da Acção Católica Operária (Ramo Masculino, Adulto), então chamada Liga Operária Católica. É convidado para ajudar nas actividades litúrgicas da Juventude Escolar Católica / Secção Feminina, prosseguindo com a assistência operária, vindo então a pedir dispensa. Igualmente deseja abandonar a Igreja dos Congregados, cujo pedido não foi atendido, já que o Arcebispo não queria dispensá-lo da Liga Operária Católica, esquecendo, assim o seu sonho, Lovaina. É-lhe confiada a assistência religiosa diocesana da S. E. C. e da J. E. C. F. Nestas funções, como no M. C. E. (substituto do J. E. C., depois Movimento Católico de Estudantes), se mantém durante vários anos. Através de colegas seus da Acção Católica e com o estímulo do Arcebispo D. Eurico Dias Nogueira, aceita a Assistência do Movimento de Educadores Católicos. Se na sua acção prática o seu papel é relevante, na acção teórica publica, neste campo, obras como O Retorno da Criação ao Criador (1964), Da Mística do Matrimónio (1965), Para um Diagnóstico e Terapêutica à Sociedade Contemporânea (1965), Liberdade Religiosa e os Tempos de Educação Moral (1973), Para a História dos Movimentos J. E. C. em Portugal (1974), Liceu Nacional Sá de Miranda (1986). O seu papel cívico e educador revela-se em obras como Leitura Insidiosa de uma Entrevista Radiofónica do Senhor D. Eurico Dias Nogueira, Arcebispo Primas: a verdade sobre M. L. Pintassilgo (1986), Reforma e Revolução do Nosso Sistema Educativo (1996), D. António Ferreira Gomes: um bispo de carácter (1999), Joaquim Loureiro Amorim: um homem sempre connosco (2000), Ao Reitor do Monumento ao Deão da Sé de Braga (2002), A Capela do Hotel da Belavista (Caldelas) despoticamente fechada (2004) e, finalmente, Acerca do Aborto e d`Outros Assuntos (2004).

Tem colaborado em jornais diários e semanários, continuando a acreditar, no âmbito da sua atividade de pedagogo católico, numa escola mais consciente e crítica do meio. Fundou a sala Alceu Amoroso Lima no Liceu Sá de Miranda, inaugurada com a presença de Guilherme de Oliveira Martins. Neste âmbito, publicou em 1993 Alceu Amoroso Lima, Tristão de Atahyde: no dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

Tendo sido alvo de uma homenagem em 1996, em Braga, o seu papel de educador e de pedagogo seria então altamente revelado e evocado nos seguintes termos: enquanto que Manuel Pinto destaca “… um professor cultural, um defensor da escola como espaço de cultura, na sua vertente de consumo e criação”, por seu turno, Ademar Santos diz-nos, na perspectiva de Azevedo, que “… o papel do professor não é o de ensinar, mas o de ajudar a aprender: a educação é uma responsabilidade colectiva e as escolas, as famílias, os media, os poderes públicos não podem demitir-se do papel fundamental que lhes cabe nos processo de formação integral das novas gerações, continuando a empurrar de uns para os outros as culpas do abstencionismo educacional prevalecente; a reforma do sistema educativo não pode cingir-se à escola-instituição, mas tem de envolver os agentes educacionais: a escola formal tem de prestar uma atenção cada vez maior às escolas paralelas e à diversidade e complexidade das experiências vivenciais dos jovens na sociedade actual: o modelo da direcção e gestão das escolas posto em prática nas últimas duas décadas no nosso país, excessivamente corporativo e auto-complacente, é um modelo falido e anacrónico, as escola tem de estimular o prazer intelectual da descoberta, de convívio e do diálogo, da criação colectiva, deixando de ser para a generalidade para a generalidade dos estudantes…”

 

Bibliografia

Alberto Azevedo – Jubileu Sacerdotal, Braga, 2000; Padre Alberto Azevedo: um mestre de cidadania, Braga, 2007.

Escola Sá de Miranda - 182 ANOS de História

 

1836 - 2017

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca https://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.