Comemorações dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

 

Escola Sá de Miranda - Comemoração dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

1836 – 2016

ATRAVESSÁMOS 3 SÉCULOS.

JÁ MUDÁMOS DE CASA VÁRIAS VEZES.

RECEBEMOS UM REI, DEMOS VIVAS À REPÚBLICA E FIZEMO-NOS OUVIR

NO 25 DE ABRIL.

BRAGA E O MINHO ESTUDARAM,NAMORARAM, LUTARAM E SONHARAM AQUI.

AQUI SE FIZERAM HOMENS E MULHERES AQUI SE FEZ, TAMBÉM, BRAGA.

CELEBRA, CONNOSCO, OS 180 ANOS DO LICEU DE BRAGA!

 

Programa das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda:

 1º Ciclo de 17 a 25 de novembro – Ciclo das Ciências;

2º Ciclo de 2 a 9 de dezembro – Ciclo das Humanidades;

3º Ciclo  de 17 a 24 de janeiro – Ciclo das Artes;

4º Ciclo  de 17 a 24 de fevereiro – Ciclo do Território, da sociedade e da sustentabilidade;

 5º Ciclo  de 24 a 31 de março – Ciclo da Literatura;

6º Ciclo  de 24 a 30 de abril – Ciclo do Desporto;

7º Ciclo  de 17 a 24 de maio – Ciclo da Educação e Utopia.

 

Programação do 1º Ciclo

 

Dia 17 de novembro

9.30h - Abertura da exposição “Perder imagens do passado? Nem a feijões!”,  patente de 17 a 2 de dezembro, em parceria com a Universidade do Minho.

cartaz leguminosas.pdf (3817128)

desdobrável leguminosas.pdf (4476817)

www.facebook.com/pg/STOLisfun/photos/?tab=album&album_id=1104254066354387

10.00h - Abertura das comemorações, pela Comissão de Honra – Presidente da Câmara, Dr. Ricardo Rio; Reitor da Universidade do Minho, António Cuna; Investigador, Dr. Sousa Fernandes; CEO da DST, Eng. José Teixeira.

10.00h - Descerramento da placa alusiva aos 180 anos

10.00h - Pequena dramatização, percorrendo três lugares da Escola Sá de Miranda – Salão Nobre, Biblioteca Antiga e Museu

11.30h – abertura da Exposição, na Biblioteca, sobre Hannah Arendt

21.30h - momento musical com Amilcar Vasques Dias  em parceria com a Associação Cultural Francisco Sá  de Miranda.

Dia 18 de novembro – Passagem de um filme sobre Hannah Arendt

Dia 21 de novembro – Visita guiada à Biblioteca Antiga, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

Dia 23 de novembro – Visita à exposição patente no Museu, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

 De 17 a 24 de novembro  - concurso para alunos relacionado com a exposição

Dia 24 de novembro, 10.00 h – Tertúlia, em parceria com Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV),  sobre a Conservação da Biodiversidade associada aos agroecossistemas tradicionais relacionada com as variedades agrícolas.

Dia 25 de novembro, 10.00h - Tertúlia/Debate, em parceria com a Universidade do Minho, sobre “A Ciência, as leguminosas e a nutrição”, com as Professoras Alexandra Nobre, Paula Nogueira e Teresa Lino Neto da Universidade do Minho e o Chefe António Loureiro                          

 Escola Sá de Miranda - 180 anos de História

1836 - 2016

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca https://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.

 
 
                  
 

Escola Sá de Miranda - Comemoração dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

1836 – 2016

ATRAVESSÁMOS 3 SÉCULOS.   CARTAZ 180 ANOS.2.pdf (1967728)

JÁ MUDÁMOS DE CASA VÁRIAS VEZES.

RECEBEMOS UM REI, DEMOS VIVAS À REPÚBLICA E FIZEMO-NOS OUVIR

NO 25 DE ABRIL.

BRAGA E O MINHO ESTUDARAM,NAMORARAM, LUTARAM E SONHARAM AQUI.

AQUI SE FIZERAM HOMENS E MULHERES AQUI SE FEZ, TAMBÉM, BRAGA.

CELEBRA, CONNOSCO, OS 180 ANOS DO LICEU DE BRAGA!

 

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptámo-nos a novas
circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhámos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e
funcionários e os nossos ex-alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo.

Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia.

Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.

A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente, a Escola encontra-se em Agrupamento, constituído pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira. Mantemos como pilar essencial
da nossa estrutura a Humanização, somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos
estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.
De novembro a maio, vamos comemorar e celebrar os 180 anos de existência da Escola Sá de Miranda. Ao longo do ano vamos ter vários ciclos, cada
mês será dedicado a um ciclo temático.

 

Programa das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda


1º Ciclo de 17 a 25 de novembro – Ciclo das Ciências;
2º Ciclo de 2 a 9 de dezembro – Ciclo das Humanidades;
3º Ciclo  de 17 a 24 de janeiro – Ciclo das Artes;
4º Ciclo  de 17 a 24 de fevereiro – Ciclo do Território, da sociedade e da sustentabilidade;
5º Ciclo  de 24 a 31 de março – Ciclo da Literatura;
6º Ciclo  de 24 a 30 de abril – Ciclo do Desporto;
7º Ciclo  de 17 a 24 de maio – Ciclo da Educação e Utopia.

Programação do 1º Ciclo

Dia 17 de novembro

9.30h - Abertura da exposição “Perder imagens do passado? Nem a feijões!”,  patente de 17 a 2 de dezembro, em parceria com a Universidade do Minho.

cartaz leguminosas.pdf (3817128)

desdobrável leguminosas.pdf (4476817)

www.facebook.com/pg/STOLisfun/photos/?tab=album&album_id=1104254066354387

10.00h - Abertura das comemorações, pela Comissão de Honra – Presidente da Câmara, Dr. Ricardo Rio; Reitor da Universidade do Minho, António Cuna; Investigador, Dr. Sousa Fernandes; CEO da DST, Eng. José Teixeira.

10.00h - Descerramento da placa alusiva aos 180 anos

10.00h - Pequena dramatização, percorrendo três lugares da Escola Sá de Miranda – Salão Nobre, Biblioteca Antiga e Museu

11.30h – Abertura da Exposição, na Biblioteca, sobre Hannah Arendt

21.30h - Momento musical com Amilcar Vasques Dias  em parceria com a Associação Cultural Francisco Sá  de Miranda.

Dia 18 de novembro – Passagem de um filme sobre Hannah Arendt

Dia 21 de novembro – Visita guiada à Biblioteca Antiga, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

Dia 23 de novembro – Visita à exposição patente no Museu, com atividades, para todos os alunos de Educação Especial

 De 17 a 24 de novembro  - concurso para alunos relacionado com a exposição

Dia 24 de novembro, 10.00 h – Tertúlia, em parceria com Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV),  sobre a Conservação da Biodiversidade associada aos agroecossistemas tradicionais relacionada com as variedades agrícolas.

Dia 25 de novembro, 10.00h - Tertúlia/Debate, em parceria com a Universidade do Minho, sobre “A Ciência, as leguminosas e a nutrição”, com as Professoras Alexandra Nobre, Paula Nogueira e Teresa Lino Neto da Universidade do Minho e o Chefe António Loureiro

 

Abertura das Comemorações dos 180 anos

No dia 17 de novembro, Dia da Escola,tivemos uma cerimónia de abertura das comemorações dos 180 anos da escola,pela comissão de honra, constituída peloreitor da UM, pelo Professor DoutorSousa Fernandes, pelo Engenheiro José Teixeira, Presidente da DSTgroup, pelo Dr. Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga e pelo Dr. SousaFernandes, Investigador.
A cerimónia de abertura contou com a presença do engenheiro José Teixeira da DST e a Vereadora Drª Lídia, em representação do presidente da Câmara, com horário marcado para as 10h00.

Dramatização - 180 anos - 17 novembro

Turmas envolvidas: 1P3, 2P3, 3P4 e EB1/J.I. Bracara Augusta

As personagens estão no átrio e conduzem os visitantes ao Salão Nobre. O Salão Nobre está decorado como está, ou seja,com os retratos dos Reitores, o retrato de D. Manuel II e livros espalhados na mesa principal.
As personagens são:
Reitor, José Martins Barreto Junior;
Rei D. Manuel II,
Funcionário do Museu (guarda) – Evaristo Ribeiro da Costa;
Guarda da biblioteca – Presbítero – Custodio Lopes Vieira dos Santos;
Professor – Francisco José Faria;
Aluna – Laura Domingues Lopes (6ª classe – Ciências);
Aluno – Nuno Alvares Pereira de Castro Tojeira
Aluno e narrador – Francisco Eusebio Fernandes Prieto (aluno distinguido na 6º classe em 1908-1909 e Reitor de 1928 a 1947);
Presidente da Academia.
A Dramatização para o dia 17 de novembro é baseada no anuário de 1908- 1909, que faz referência à Visita do Rei D. Manuel II ao Liceu Nacional Central de
Braga.

Cena I

Salão Nobre. 20 de outubro de 1909

Francisco Prieto – Tanta gente! O Liceu vai abaixo!
Presbítero - Reitor – José Martins Barreto Junior(dirigindo-se ao Rei D. Manuel II) - «Meu Senhor: - Deante de Vossa Majestade, que tão generosamente se dignou honrar com uma visita este estabelecimento de ensino, todos os momentos são poucos para podermos dar expansão á immensa alegria que todos nós sentimos com tão augusta presença, e ainda para testemunhar os indeleveis sentimentos de gratidão que devemos a tão alto favor.
A gloria desta visita pertence evidentemente aos alumnos do nosso lyceu, que muito desejavam ver aqui presente o seu novo Rei, tão affavel, tão sympathico, tão dedicado ás letras, para que todos reunidos o saudassem com a sinceridade do seu coração juvenil.
Viva Sua Majestade El- Rei, o senhor D. Manoel II»

Todas as outras personagens - “ Viva”
Presidente da Academia - (dirigindo-se ao Rei D. Manuel II e apontando para o retrato)
- «Real Senhor:- Aquelle retrato que acaba de ser inaugurado, venerá-lo-emos com uma cercadura de amores perfeitos, enlaçados com os mais puros sentimentos que o nosso coração houver de alimentar.
É que está alli a imagem dum Rei esperançoso e jovem como nós, que tantas provas de inequivoca estima ha prodigalisado tanto aos que tiveram a felicidade de ser seus condiscipulos, como ainda aos alumnos doutros institutos que tão generosamente ha visitado.
Viva Sua Majestade El- Rei, o senhor D. Manoel II»
Todas as outras personagens - “ Viva”
Reitor (dirigindo-se a todos os presentes faz a abertura solene das aulas)

«Depois de retemperarmos as forças, já cansadas dos cuidados literarios do anno que findou, aqui nos reunimos hoje de novo, com o intuito de reassumirmos esses mesmos cuidados, que, durante as ferias, haviamos interrompido.
Quem contribue para o prestigio do estabelecimento em que é instruido e educado, não só dá á sociedade um nobre exemplo de respeito pela sua casa, como também deixa aos que lhe succederem na posse d`ella, uma excellente recordação do bem que lhe queria.
Só preza a sua propria dignidade quem procura defender a dos outros. Sem o respeito mutuo não podem, pois, apurar-se os sentimentos de que derivam uma amizade tão sincera, uma dedicação tão intima, como a que deve existir entre irmãos.
Sendo, pois, tão valiosos os fructos que um país como o nosso pode colher da instrucção, elles por si sós, podem, muito mais que as minhas palavras, suscitar no espirito de todos um verdadeiro amor pela sciencia e pela virtude, pois é pelo saber e pelo querer que se calcula o valor de um homem, como muitas vezes o affirmou Herbart.
Convicto, como estou, de que já vos não falta esse amor e enthusiamo, declaro abertas aulas no presente anno lectivo.»
(Palmas)
O Rei confidencia com o narrador, que logo a seguir, se dirige aos presentes.
Narrador – Sua Majestade, embora com pouco tempo disponível, solicita que lhe
proporcionemos uma visita aos lugares mais emblemáticos do Liceu. Proponho que nos
dirijamos à Biblioteca.
A Comitiva dirige-se, então, à Biblioteca.

Cena II

Biblioteca

Rei D. Manuel II (verdadeiramente estupefacto e com um grande sorriso) - Estou, verdadeiramente, maravilhado com a vossa Biblioteca!
O Rei D. Manuel II repara nuns livros que se encontram em cima de uma mesa e, dirigindo-se para lá, numa atitude muito concentrada, começa a folheá-los.
Rei D. Manuel II (dirigindo-se ao guarda da Biblioteca) – Estes livros pertenceram ao ilustre Professor do Liceu, Dr. Pereira Caldas? O meu saudoso pai chegou a conhecê-lo, eram ambos grandes apreciadores do nosso ilustre Luís de Camões.
Custodio dos Santos – Majestade! O Dr. Pereira Caldas deixou parte da sua “opulenta Livraria” ao Liceu, que se encontra naquelas estantes (aponta para as estantes que se encontram na parte superior da Biblioteca, no secção dos reservados). Gostaria que Vossa Majestade visse o livro mais antigo do seu espólio – Poetarum Omnium Seculorum Longe Principis, de Homero, de 1540.
O Rei D. Manuel II pega no livro e folheia-o com muito interesse.
Rei Manuel II (dirigindo-se a todos os presentes) – Esta Biblioteca está, sem dúvida, entre as melhores do reino!
(Palmas)
Narrador – Majestade! Senhores! Podemos dirigir-nos, agora, ao Museu?!

Cena III

Museu

O Rei, ao entrar no Museu, fica, novamente, numa atitude de espanto. Repara, imediatamente, no Crocodilo, o Óscar. O guarda do Museu, ao ver a atitude do Rei, apressa-se a explicar:
Funcionário do Museu - Evaristo da Costa – Sua Majestade, este crocodilo é muito querido pelos alunos, que o batizaram com o nome de Óscar.
Rei – Os alunos deste Liceu são, de facto, uns privilegiados! Quantos o frequentam?
(pergunta o Rei dirigindo-se aos alunos).
Laura Lopes – Sua Majestade! Neste ano letivo de 1908-1909, somos 402 alunos, mas somos apenas 10 meninas. Sendo que eu sou a única aluna em estudos mais avançados, frequento a 6ª Classe de Ciências.
Rei – Muitos parabéns! O reino necessita de letrados! O meu sonho é que num futuro próximo a instrução esteja acessível a um maior número de pessoas.
Francisco Prieto – Sou aluno distinguido na 6º classe de Letras, neste ano letivo de 1908/09, serei Reitor de 1928 a 1947; outros reitores existiram quer antes quer depois de mim.
Desde que o Liceu Sá de Miranda abriu as portas aos seus alunos, em 1836, conhecemos vários nomes para esta instituição – Liceu Nacional de Braga, Liceu Nacional/Central de Braga, Liceu Nacional/Central de Sá de Miranda, Liceu Nacional de Sá de Miranda, Liceu Nacional de Braga, Escola Secundária Sá de Miranda, Escola Sá de Miranda, Agrupamento de Escolas Sá de Miranda. Conhecemos 3 lugares na cidade, 5 Reis, 2
Regimes, 3 Repúblicas e 23 Presidentes.
Por aqui passaram milhares de alunos que mantiveram e mantêm, com esta instituição uma relação afetiva. Não admira: o sabor do tempo é inigualável.

 

Texto elaborado por Cândida Batista e Elisa Carvalho e dramatização de Sofia Freitas e Vânia Ferreira

Exposição " Perder imagens do passado? Nem a feijões!" de 17 de novembro a 2 de dezembro, em parceria com a Universidade do Minho

O ensino em geral, e o das ciências em particular, recorre a múltiplas técnicas e meios de exposição do conhecimento. De entre os diferentes modos de expor e transmitir conhecimentos, a imagem tem, como sempre teve, um papel preponderante. Foi partindo deste pressuposto – da importância da imagem para o processo de ensino aprendizagem – que se procurou fazer esta exposição. Nela se apresentarão quadros parietais, e outros tipos de imagens, veiculadores de conhecimento científico no âmbito das ciências naturais, que foram usados essencialmente no ensino em Portugal durante o século XX, manuais escolares antigos e alguns animais.

 

Hannah Arendt - Vida e Obra

Entre 17 e 24 de novembro, na biblioteca da nossa escola, podes conhecer tudo sobre a vida e obra de Hannah Arendt.
Hannah Arendt nasceu em 1906 e viveu os tempos sombrios de duas guerras mundiais. Foi aluna de Heidegger e de Jaspers e formou-se em Heidelberg.
Deixou a Alemanha após a chegada dos nazis ao poder, tendo-se fixado nos Estados Unidos, onde faleceu em 1975.
Foi reconhecida como das figuras mais importantes do pensamento político contemporâneo.
O centro de criatividade e mudança comemora o aniversário do seu nascimento com uma exposição na Biblioteca do Sá de Miranda e no dia 18.11.16 foi projetado um filme sobre os seus últimos anos, onde se trata o julgamento do nazi Eichmann em Jerusalém.

Tertúlia - " A Ciência, as leguminosas e a nutrição"

 
No dia 25 de novembro, no fecho do Ciclo  das Ciências, tivemos uma Tertúlia/Debate subordinada ao tema “ A Ciência, as leguminosas e nutrição ”, no âmbito de 2016 - Ano Internacional das Leguminosas (ONU), com os  palestrantes: Dra. Paula Nogueira, doutoranda da Universidade de Coimbra; Chefe António Loureiro; Prof. Dra. Alexandra Nobre e Prof. Dra. Teresa Lino Neto da Universidade do Minho.
 

     Tertúlia - Conservação da Biodiversidade 

 

No dia 24 de novembro, no âmbito das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo das Ciências, que decorreu de 17 a 25 de novembro,recebemos a Engenheira Ana Barata, do   Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV) que nos veio falar da  Conservação da Biodiversidade associada aos agroecossistemas tradicionais relacionada com as variedades agrícolas.

 

 

2º Ciclo -  5 a 12 de dezembro –  Ciclo das Humanidades

 5 de dezembro

15.00 h - Abertura da exposição “ Império Colonial Português”

15.10 h -  Apresentação/dramatização do livro " De Chaves a Copenhaga - A Saga de um Combatente - "  pelo autor, Gil Santos

 

9 de dezembro

 10.00 h Tertúlia” Investigação histórica: conhecer o passado para compreender o presente”  

Comunicações:

§  Medicina ao serviço da organização do estado imperial: o percurso controverso do médico Francisco da Silva Garcia, por Ricardo Castro, investigador integrado e gestor de ciência no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA).

§  De Braga para a Flandres: profissionais de saúde na Grande Guerra, por Helena Silva, investigadora FCT no Instituto de História Contemporânea (FCSH/NOVA)  

§  Os agremiados em Braga e Guimarães: classes, contribuições e tecido comercial, por Jorge Mano Torres, bolseiro de investigação do Instituto de História Contemporânea (FCSH/NOVA)

12 de dezembro 

  8.30 h– Visita à exposição“ Império Colonial Português” com os alunos de Educação Especial

Gil Santos - De Chaves a Copenhaga - A Saga de um Combatente

 
Ontem, dia 5 de dezembro, no âmbito das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo das Humanidades, que está a decorrer,recebemos o Drº Gil Santos que nos veio falar sobre a presença portuguesa na 1ª Guerra Mundial.Gil Santos apresentou,  de forma emotiva, as principais ideias e vivências de um soldado, seu avô, presentes no livro "De Chaves a Copenhaga -  a Saga de um Combatente"


3º Ciclo - Ciclo das Artes - de 17 a 25 de janeiro

De 11 a 19 de janeiro - Exposição "Selección de obras del Museo del Prado"

Dia 18 de janeiro - Visita guiada à Exposição dos alunos de Educação Especial

Dia 25 de janeiro, 10.00h – Tertúlia sobre Fernando Pessoa, com a Dra. Rita Patrício, da Universidade do Minho

 

4º Ciclo -  17 a 24 de fevereiro –  Ciclo do Território, da Sociedade e da Sustentabilidade

 

De 17 de fevereiro a 22 de março - Exposição “Rochas não são coisas do passado organizada pelo Dr. Manuel Vieira e a Investigadora Catarina Loureiro Minerais.pdf (1610091)   Desdobrável minerais.pdf (1937524)

21 e 23 de fevereiro – 8.30h às 13.30h – “Nós Propomos” – apresentação e seleção dos trabalhos dos alunos para serem apresentados, posteriormente, em Lisboa

22 de fevereiro - Dr. Miguel Bandeira - tertúlia sobre Ordenamento do Território

 

5º Ciclo das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo da Literatura

De 27 a 31de março

Semana da Leitura 2017 

 

Exposição Itinerante "El Quijote", Auditório, de 29/03 a 06/04;

Exposição literária- O Liceu Sá de Miranda na Literatura/ Braga Literária e A leitura na literatura, de 27/03 a 05/04

Oferta de separadores de Livros, de 27/03 a 31/03

v  27 de março - Roteiro Literário, para alunos, centrado no Liceu Sá de Miranda[1]Percurso Literário semana da leitura 2017.doc (669696)

v  28 de março Roteiro Literário, para alunos, centrado no Liceu Sá de Miranda[2]

v  29 de março, Ângela Vieira, Ilustradora, Biblioteca Antiga, apresentação do livro ” A História Engraçada de uma Biblioteca Abandonada”

v  30 de março, pelas 10.00h, Homenagem ao Dr. Pereira Caldas, Biblioteca Antiga

v  Dia 31 de março, Festa Literária e Chá com Livros, Auditório



[1] Sujeito a marcação

[2] Sujeito a marcação

 

 

 

Programação 6º Ciclo - O Desporto

Ciclo inserido na programação do Dia do Agrupamento.

28 de abril
11h30 - Danças rítmicas e expressivas
11h45 - Mega coreografia
15h00 - Convívio solidário do grupo de voleibol

Programação 7º Ciclo - Educação e Utopia

18 de maio
10.00h – “Quadros que ensinam” - Apresentação pelo Dr. Sérgio Leite e Dr. José Matos, em parceria com o Dr. Eduardo Oliveira e o Eng.º António José Mendes [Esta sessão realizar-se-á anteriormente, a 4 maio, no Museu Nogueira da Silva]
MUDAR O MUNDO - Dr. José Augusto Ribeiro (café filosófico)

19 de maio
O QUE É A LIBERDADE? - Entrevistas

19 e 20 de maio
”Lideranças e Ambientes. As Escolas de Braga - do PREC aos nossos dias”, Associação Cultural Francisco Sá de Miranda

23 de maio
10.00h – Apresentação do Website do Museu da Escola Sá de Miranda

24 de maio
18.00h – Lançamento da Revista

No dia 30 de março, na Biblioteca Antiga, prestamos o Tributo a Pereira Caldas

O Dr. José Joaquim Pereira Caldas, 1818-1903, foi professor do Liceu de Braga, deixando-nos, em doação, um conjunto de obras valiosíssimas de que nos orgulhamos, que preservamos e queremos divulgar. Esta doação encontra-se no reservado da Biblioteca Antiga.

José Joaquim Pereira Caldas, 1818-1903, professor do Liceu de Braga, figura incontornável da cultura, da cidade de Braga e desta Instituição, deixou-nos, em doação, um conjunto de obras valiosíssimas de que nos orgulhamos, que preservamos e queremos divulgar.

Pereira Caldas possuía uma Biblioteca pessoal riquíssima. Parte desta notável livraria encontra-se no reservado da Biblioteca Antiga da nossa Escola. O Livro mais antigo, desta doação, remonta a 1540, cujo título é o seguinte: [Ilias] - Poetarum omnium seculorum longe principis, de Homero, publicado em Basileae: In officina Roberti Winter.

Pereira Caldas colocava, em todos os seus livros, um selo branco com as seguintes indicações – Pereira Caldas – Professor Bracarense. Podemos, também, verificar que são colocadas anotações manuais pelo próprio.

Fizemos a catalogação de toda a sua doação bibliográfica e preparámos um catálogo com todo o seu espólio discriminado. Numa primeira fase, recolhemos todos os livros que tivessem o selo branco, numa segunda fase procedemos à catalogação, colocando na cota

PC, sigla que significa Pereira Caldas. Digitalizamos, também, a página de rosto de alguns livros pertencentes a este espólio. Todo este trabalho de recolha, catalogação e digitalização contou com o empenho e colaboração de uma equipa, entre eles a Dra. Fátima e D. Alice que estiveram na catalogação, a Dra. Carla Machado que esteve na digitalização, a Dra. Elisa que esteve na recolha e revisão deste prospecto e o Dr. Luís Cristóvam na conceção gráfica. Queremos, também, agradecer ao Dr. Joaquim Domingues pela partilha do seu saber, revelado no aperfeiçoamento deste prospecto, e da sua sensibilização para a importância do espólio de Pereira Caldas, ao Dr. Luís Martins por sempre se ter interessado pela Escola Sá de Miranda, e pela Biblioteca. Interesse patente no artigo que gentilmente cedeu e que está incluído neste prospecto  “NO 1.º CENTENÁRIO DA MORTE DO DR. PEREIRA CALDAS (1903-2003)“sábio professor, bibliófilo notável, democrata ardente” é uma belíssima introdução para este prospecto, assim como o artigo da autoria do Dr. Joaquim Domingues.

Este tributo insere-se nas comemorações do Liceu/Escola Sá de Miranda, no 5º Ciclo – Ciclo da Literatura.        

 Escola Sá de Miranda - 180 anos de História

1836 - 2016

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca https://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.

 

 

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