A Informação e o Conhecimento

Bem-vindo ao nosso Site

A BESM (Biblioteca Escolarde Miranda) é um serviço integrante do Agrupamentode Miranda, de carácter informativo, de referência e de divulgação da informação, promoção da leitura e das literacias da informação.

Estamos ao seu serviço!

No dia 30 de março, na Biblioteca Antiga, prestamos o Tributo a Pereira Caldas

O Dr. José Joaquim Pereira Caldas, 1818-1903, foi professor do Liceu de Braga, deixando-nos, em doação, um conjunto de obras valiosíssimas de que nos orgulhamos, que preservamos e queremos divulgar. Esta doação encontra-se no reservado da Biblioteca Antiga.

José Joaquim Pereira Caldas, 1818-1903, professor do Liceu de Braga, figura incontornável da cultura, da cidade de Braga e desta Instituição, deixou-nos, em doação, um conjunto de obras valiosíssimas de que nos orgulhamos, que preservamos e queremos divulgar.

Pereira Caldas possuía uma Biblioteca pessoal riquíssima. Parte desta notável livraria encontra-se no reservado da Biblioteca Antiga da nossa Escola. O Livro mais antigo, desta doação, remonta a 1540, cujo título é o seguinte: [Ilias] - Poetarum omnium seculorum longe principis, de Homero, publicado em Basileae: In officina Roberti Winter.

Pereira Caldas colocava, em todos os seus livros, um selo branco com as seguintes indicações – Pereira Caldas – Professor Bracarense. Podemos, também, verificar que são colocadas anotações manuais pelo próprio.

Fizemos a catalogação de toda a sua doação bibliográfica e preparámos um catálogo com todo o seu espólio discriminado. Numa primeira fase, recolhemos todos os livros que tivessem o selo branco, numa segunda fase procedemos à catalogação, colocando na cota

PC, sigla que significa Pereira Caldas. Digitalizamos, também, a página de rosto de alguns livros pertencentes a este espólio. Todo este trabalho de recolha, catalogação e digitalização contou com o empenho e colaboração de uma equipa, entre eles a Dra. Fátima e D. Alice que estiveram na catalogação, a Dra. Carla Machado que esteve na digitalização, a Dra. Elisa que esteve na recolha e revisão deste prospecto e o Dr. Luís Cristóvam na conceção gráfica. Queremos, também, agradecer ao Dr. Joaquim Domingues pela partilha do seu saber, revelado no aperfeiçoamento deste prospecto, e da sua sensibilização para a importância do espólio de Pereira Caldas, ao Dr. Luís Martins por sempre se ter interessado pela Escola Sá de Miranda, e pela Biblioteca. Interesse patente no artigo que gentilmente cedeu e que está incluído neste prospecto  “NO 1.º CENTENÁRIO DA MORTE DO DR. PEREIRA CALDAS (1903-2003)“sábio professor, bibliófilo notável, democrata ardente” é uma belíssima introdução para este prospecto, assim como o artigo da autoria do Dr. Joaquim Domingues.

Este tributo insere-se nas comemorações do Liceu/Escola Sá de Miranda, no 5º Ciclo – Ciclo da Literatura.

 

Ângela Vieira

No dia 29 de março, recebemos da Ilustradora Ângela Vieira, na Biblioteca Antiga ,que nos falou do processo de criação de toda a sua obra.

5º Ciclo das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda, Ciclo da Literatura

De 27 a 31de março

Semana da Leitura 2017 

 

Exposição Itinerante "El Quijote", Auditório, de 29/03 a 06/04;

Exposição literária- O Liceu Sá de Miranda na Literatura/ Braga Literária e A leitura na literatura, de 27/03 a 05/04

Oferta de separadores de Livros, de 27/03 a 31/03

v  27 de março - Roteiro Literário, para alunos, centrado no Liceu Sá de Miranda[1]

v  28 de março Roteiro Literário, para alunos, centrado no Liceu Sá de Miranda[2]

v  29 de março, Ângela Vieira, Ilustradora, Biblioteca Antiga, apresentação do livro ” A História Engraçada de uma Biblioteca Abandonada”

v  30 de março, pelas 10.00h, Homenagem ao Dr. Pereira Caldas, Biblioteca Antiga

v  Dia 31 de março, Festa Literária e Chá com Livros, Auditório



[1] Sujeito a marcação

[2] Sujeito a marcação

 

 

COMEMORAÇÕES DOS 180 ANOS

Escola Sá de Miranda - Comemoração dos 180 anos do Liceu Sá de Miranda

1836 – 2016

 

 

 

Programa das Comemorações dos 180 anos da Escola Sá de Miranda:

 
 1º Ciclo de 17 a 25 de novembro – Ciclo das Ciências;

2º Ciclo de 2 a 9 de dezembro – Ciclo das Humanidades;

3º Ciclo  de 17 a 24 de janeiro – Ciclo das Artes;

4º Ciclo  de 17 a 24 de fevereiro – Ciclo do Território, da sociedade e da sustentabilidade;

 5º Ciclo  de 24 a 31 de março – Ciclo da Literatura;

6º Ciclo  de 24 a 30 de abril – Ciclo do Desporto;

7º Ciclo  de 17 a 24 de maio – Ciclo da Educação e Utopia.

 

 

 

          

 Escola Sá de Miranda - 180 anos de História

1836 - 2016

O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II. Ao longo destes 180 anos sofremos mudanças, adaptamo-nos a novas circunstâncias, percorremos vários poderes políticos e acompanhamos esses tempos e essas mudanças em sintonia com os nossos alunos, professores e funcionários e os nossos ex alunos e professores que mantêm com esta instituição um laço afetivo e estrutural de ligação, que hoje está ligado de uma forma institucional, trata-se da Associação Cultural Sá de Miranda. Percorremos a Monarquia, a República, o Estado Novo, a Democracia. Percorremos vários lugares dentro da cidade de Braga, entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro, situado no Campo da Vinha, de 1845 até ao ano letivo de 1921-22 no convento da extinta Congregação do Oratório, no campo de Santana, atual Avenida Central. A partir do ano letivo de 1921-1922, desloca-se para as atuais instalações, antigo Colégio da Congregação do Espírito Santo. Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais.
A Revolução política de abril de 1974 não podia deixar de passar também pelo domínio da Educação, trazendo grandes transformações, quer na estrutura dos cursos, quer nos objetivos da formação dos alunos e consequentes práticas pedagógicas. Acabando a polémica dicotomia entre Liceus e Escolas Técnicas, nasce, assim, a Escola Secundária de Sá de Miranda.
Atualmente a Escola encontra-se num processo de  transformação da Administração e Gestão e pela formação do Agrupamento, constituido pela Escola Sá de Miranda e pelo Agrupamento de Palmeira.  Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em abril de 1974. Vivemos numa época de mudanças vertiginosas. No entanto, no tumulto das mudanças, mantemos como pilar essencial da nossa estrutura a Humanização, entendendo por humanização a centralidade do ser humano numa evolução rumo à perfeição, ou, pelo menos, nessa procura incessante, e o mundo da Escola e a sua relação com o conhecimento. Somos, agora, um Agrupamento com um património humano e histórico que queremos preservar e divulgar. Queremos estabelecer essa ponte entre o passado, o presente e o futuro.

Daí, necessariamente, estar imanente neste processo de evolução, naturalmente, a tradição, sendo proporcional a capacidade de dar voz à tradição e a capacidade de fluição para o futuro, essencialmente o ato consciente de ser, estar e aprender. Segundo Séneca (65 d.C.) «Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável» porque é necessário essa consciência do devir para agir pela e na mudança, para acompanhar a construção dos saberes, é necessária a bússola, instrumento navegacional para se encontrarem direções, a nossa bússola será o íman da intuição e da atitude perante a mudança rumo aos “Descobrimentos” do acesso ao conhecimento e da sedução para todos o desejarem, assim como a consciência coletiva e social de humanização, afinal como de uma forma poética e filosófica nos diz Saint- Exúpery, na sua obra “ O Principezinho” (2007, p.74) «Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.».      

     Assim, o nosso Projeto Educativo defende que ação educativa deverá visar a formação/desenvolvimento da personalidade de cada um dos elementos de uma população escolar heterogénea, possibilitando o seu crescimento pessoal e escolar, privilegiando as trocas interpessoais e intergrupais”. Preconizando três áreas de intervenção: Sucesso dos alunos, acompanhamento dos alunos e complemento das aprendizagens e, por último, a formação para a cidadania.

Edgar Morin defende que a Escola deve proporcionar uma cultura que possibilite a compreensão da humanidade, forme cidadãos livres, autónomos e pensadores.

Também as Bibliotecas, seja qual for a sua arquitetura, terão que ser construídas sobre os auspícios da pessoalidade tendo em conta o desenvolvimento integral.

Nas nossas Bibliotecas possuímos um acervo documental antigo riquíssimo preservado de uma forma exemplar por sucessivos “guardiões de livros”, a quem reconhecemos a perseverança e homenageamos a sua sabedoria. Pretendemos digitalizar este acervo mais antigo, não só para o preservar, como para o fazer acessar. Assim, disponibilizaremos este acervo através da Web página da Biblioteca http://bibliotecasademiranda.webnode.pt/. Nas nossas Bibliotecas mais recentes(Biblioteca Escolar do Sá de Miranda, Biblioteca de Palmeira e Biblioteca de Dume) possuímos uma coleção adequada de materiais impressos e audiovisuais e dispomos de condições de espaço físico para receber recursos, assegurar acessos e facilitar serviços, assim como todas as “ferramentas tecnológicas” ao serviço dos curricula, da promoção da leitura, da referência e das aprendizagens contínuas e permanentes, inovadoras, reflexivas e críticas e ao serviço do desenvolvimento de competências. Proporcionamos uma grande variedade de materiais impressos, audiovisuais e multimédia tanto para uso individual como em grupo; oportunidades para a satisfação pessoal, divertimento e estímulo da imaginação; apoio à diversidade; recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de capacidade de estudo e programação e avaliação e um apoio cultural e gratuito para toda a comunidade. Sendo a Biblioteca um espaço comunitário, cultural, educacional, incutidor das tolerâncias, respeitador de culturas, desenvolvedor de Bibliotecas híbridas, apoiante para pessoas com deficiências, a Biblioteca Mesclada. Cabe às Bibliotecas uma nova missão a desempenhar no mundo digital/tecnológico, a de construtoras de conteúdos digitais, de orientações de aprendizagem, tendo em vista a autonomia do utilizador, incluidora, inclusora e “guardiã” da diversidade cultural global.

Sendo a leitura um meio privilegiado de desenvolvimento e humanização da sociedade e porque se acredita que a leitura é a base de todos os saberes, continuamos a acreditar que a função essencial de qualquer Biblioteca é promover a Leitura, semear algum incómodo para que o utente seja levado a agir, a querer algo mais…ser um ponto de referência, um apoio, um parceiro de sempre…, assim criamos um Projeto de Leitura denominado “Livros Viajantes” para todos e por todos.

À Escola compete esta função, também ela pedagógica, de criar e consolidar leitores. Acreditamos que a prática leitora é uma aposta social, um antídoto contra o analfabetismo funcional, a pobreza de linguagem e de pensamento; acreditamos que ler é um ato de justiça social e, ao trabalharmos para que todos sejam leitores, estamos a prevenir a exclusão, já que a informação é poder e libertação. O escritor Norte-Americano Henry Miller escreveu que estar numa Biblioteca e sentar-se a desfrutar da leitura de uma obra era como «ocupar um palco no paraíso». É, então, necessário proporcionar e fazer acontecer este acesso ao paraíso.

Todos, de uma forma envolvente, caminhemos para um gradual aperfeiçoamento do ser humano e do mundo que o rodeia, numa ecologia coletiva, libertando-nos das amarras do medo e do pessimismo.

Dia da Biblioteca Escolar

Chá Com Livros
 
No dia 24 de outubro, comemoramos, na Biblioteca Antiga, o Dia da Biblioteca Escolar. 
 
Falamos e estivemos com os livros!

Catálogo online

Clique na imagem para pesquisar, no catálogo online, por autor, título, assunto. Se pretender consultar, no catálogo, as doações do Dr. Humberto Soeiro, do Padre Alberto Azevedo e do Dr. Pereira Caldas deve colocar H.S. , P.A. e/ou P.C., respetivamente.

CONSULTE A COLEÇÃO DE MAPAS DO LICEU SÁ DE MIRANDA

 

Clique na imagem para aceder à página Web

 

Coleção de Mapas Digitalizados do Acervo da Escola Sá de Miranda

Toda a coleção de mapas referente à escola pode ser consultada e visualizada em:

https://sites.google.com/a/sa-miranda.net/mapas/home

 

Biblioteca Digital Biblioteca Sá de Miranda

 https://sites.google.com/a/sa-miranda.net/biblioteca-digital/ 

BIBLIOTECA DIGITAL

Possuímos, na nossa Biblioteca, um acervo documental vasto e antigo. Com cerca de 60.000 exemplares em material livro. Pretendemos divulgar, em formato digital o acervo documental mais antigo. Começamos, recentemente, a digitalização.

Consulte, também, o seguinte endereço:

http://biliotecasademiranda.pbworks.com/w/browse/#view=ViewAllObjects

Consulte a revista do Instituto de Coimbra, com os seguintes volumes da obra (Cópia em JPEG):  do Vol. 1 (1852/53) ao Vol. 140/141 (1980/81). Esta revista está digitalizada pelo Instituto de Coimbra, pode aceder através desta hiperligação: https://bdigital.sib.uc.pt/institutocoimbra/IndiceInstituto.htm

 

DOZE livros de Camilo Castelo Branco, digitalizados a partir de edições que pertencem ao espólio da Biblioteca Nacional, estão a partir de hoje disponíveis no site do Diário de Notícias.

(Ao clicar nos títulos abaixo irá abrir o livro automaticamente. Para o descarregar para o seu computador, utilize a função "Gravar" do Acrobat Reader ou clique com o botão direito do rato no link e escolha a opção "Guardar ligação...")

- A Brazileira de Prazins

- A Morgada de Romariz

- A Sereia

- A Viúva do Enforcado

- Amor de Perdição

- Amor de Salvação

- Aventuras de Bazílio Fernandes Enxertado

- Gracejos que Matam

- Lucta de Gigantes

- Maria Moysés

- O Esqueleto

- Sentimentalismo e Historia

 

http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2837944&page=-1

Consulte o seguinte livro

- Engaños en los dezengaños, vicios en los remedios. - Lisboa : en la Officina de Miguel Manescal, 1704. - [2] p. ; 20 cm -  em formato digital

Acervo antigo da Escola Sá de Miranda - doação Pereira Caldas

http://purl.pt/20858/3/#/6

Envolva-se, também, no nosso facebook

http://www.facebook.com/biblioteca.escolasamiranda

Delicious - Um conjunto de Links de interesse cultural, pedagógico e didático

https://delicious.com/bibliotecasademiranda2013

Biblioteca Digital do nosso acervo documental antigo

Consulte: http://biblioteca-digital-sa-de-miranda.webnode.pt/

Clique em cada obra que quer consultar. Se estiver demorada a abertura do documento, espere um momento.
Obrigada!

Apresentamos-lhe a Lista das obras digitalizadas até ao momento:

Lista simplificada de Livros digitalizados.pdf (84,5 kB)

A Nossa Biblioteca antiga

 

Biblioteca Antiga da Escola Sá de Miranda

 

 A Biblioteca Antiga da Escola Sá de Miranda tem  dois pisos , alberga 10.000 volumes, havendo, no reservado, cerca de 1000 volumes.

Estas coleções bibliográficas podem ser consultadas, bastando para isso fazer um pedido, justificando os motivos pelos quais se quer consultar, e o exemplar é levado para a Biblioteca Nova, por um funcionário, ficando aí à disposição do investigador.Estes cuidados prendem-se com o facto de estarmos perante livros antigos – estas coleçoes datam dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX – que na sua maioria representam o que de melhor havia na Europa culta do tempo. O nosso livro mais antigo data de  1540, em Latim, e resulta da doação um professor desta Instituição – Joaquim Pereira Caldas. Todos estes exemplares bibliográficos estão em boas condições.

Veja em Power Point - A História do Livro e das Bibliotecas

História do Livro e das Bibliotecas(definitivo).ppt (2,1 MB)

DUAS BIBLIOTECAS E 60.000 TÍTULOS ENRIQUECEM ESCOLA SÁ DE MIRANDA

Consulte o artigo que saiu, no dia 31 de janeiro, no Correio, sobre as Bibliotecas da Escola Sá de Miranda, em

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=75136

 

Contacto

Bibliotecasademiranda

candida.filomena.batista@sa-miranda.net

Rua Dr. Domingos Soares
4710-290 Braga

253 200 980

Procurar na página

Horário

A Biblioteca encontra-se aberta ao público, de segunda a sexta, das 8.20h às 18.30 h.

Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de abril, organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

 O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.

A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega.

A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro.

Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

OUTUBRO, MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

BIBLIOTECAS ESCOLARES: UMA CHAVE PARA O PASSADO, PRESENTE E FUTURO

 

O termo Biblioteca (do grego βιβλιοϑήκη, composto de βιβλίον, "livro", e ϑήκη "depósito"), significa, tradicionalmente, o espaço físico onde se guardavam os livros. Hoje é um espaço físico, digital ou híbrido destinado a uma coleção de informações de quaisquer tipos, sejam impressas ou digitalizadas. Interessante é que toda a história das Bibliotecas é anterior ao próprio Livro, o que nos faz pensar que, independentemente, do futuro do livro, as Bibliotecas serão sempre “Celeiros do conhecimento” (expressão referenciada nos dez mandamentos da IFLA). Elas são essencialmente, dependentes da escrita. As primeiras bibliotecas eram constituídas por tábuas de argila, são denominadas Bibliotecas Minerais, depois surgiram as Bibliotecas constituídas por rolos de papiro e pergaminho, denominadas Bibliotecas Vegetais e Animais. Posteriormente, começam-se a

formar as Bibliotecas de Papel, e, mais tarde, as de Livro propriamente dito. Apesar de existirem grandes Bibliotecas na antiguidade, nomeadamente a famosa Biblioteca de Alexandria, é apenas no século XVI que as Bibliotecas começam a ter como missão a democratização do saber em várias áreas do conhecimento.

A evolução das Bibliotecas passa, então, por diversas fases:

  • Bibliotecas Minerais;
  • Bibliotecas Vegetais e Animais;
  • Bibliotecas do Papel e do Livro;
  • Bibliotecas Híbridas;
  • Bibliotecas “Celeiros do Conhecimento”, independente dos suportes, do tempo, do lugar e das culturas.

  Hoje, no século XXI, temos, ou deveríamos ter, pelo menos, as bibliotecas híbridas, com espaços, serviços e coleções simultaneamente físicos e virtuais, em que passam a oferecer ao cidadão um conjunto de informações que as novas tecnologias tornam disponível de forma tratada e selecionada, possibilitando uma maior rapidez de acesso à informação e prestando um serviço comunitário de solidariedade, abarcando as diferenças e colmatando as dificuldades pessoais, sociais, étnicas e económicas.

Queremos que as nossas Bibliotecas Escolares prestem um verdadeiro e efetivo serviço público, incluindo-as no último item da Evolução das Bibliotecas como “Celeiros do Conhecimento”.

 

A Biblioteca

Jorge Luís Borges

«O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais, com vastos poços de ventilação no centro, cercados por balaustradas baixíssimas. De qualquer hexágono, vêem-se os andares inferiores e superiores: interminavelmente. A distribuição das galerias é invariável. Vinte prateleiras, em cinco longas estantes de cada lado, cobrem todos os lados menos dois; sua altura, que é a dos andares, excede apenas a de um bibliotecário normal. Uma das faces livres dá para um estreito vestíbulo, que desemboca em outra galeria, idêntica à primeira e a todas. À esquerda e à direita do vestíbulo, há dois sanitários minúsculos. Um permite dormir em pé; outro, satisfazer as necessidades físicas. Por aí passa a escada espiral, que se abisma e se eleva ao infinito. No vestíbulo há um espelho, que fielmente duplica as aparências. Os homens costumam inferir desse espelho que a Biblioteca não é infinita (se o fosse realmente, para quê essa duplicação ilusória?), prefiro sonhar que as superfícies polidas representam e prometem o infinito. A luz procede de algumas frutas esféricas que levam o nome de lâmpadas. Há duas em cada hexágono: transversais. A luz que emitem é insuficiente, incessante.» (Jorge Luís Borges, Ficções, A Biblioteca de Babel  p.83)

 

 

Armando Bacelar

(St.º Adrião, V. N. de Famalicão, 25-09-1919; Porto, 02-09-1998)

Escritor e político. Com uma luta antifascista exemplar (preso várias vezes), Armando Bacelar, que terminou a sua licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra em 1943, participou ativamente na imprensa e nas revistas literárias ligadas ao Neorrealismo, tal como é o caso Alma Académica (Porto), Alma Nova (Braga) –Comércio dos Novos/O Comércio da Póvoa de Varzim (Póvoa de Varzim) – dirigiu estes dois últimos títulos enquanto ainda jovem estudante no Liceu Sá de Miranda, hoje Escola Secundária Sá de Miranda –, Da Gente Moça//O Trabalho (Viseu), O Diabo (Lisboa), Do Espírito Literário/Ecos do Sul (Vila Real de St.º António), A Ideia Livre (Anadia), Independência de Águeda (Águeda), Nova Luz (Coimbra), Pensamento (Porto), Síntese (Coimbra), Sol Nascente (Porto, Coimbra), O Trabalho (Viseu), Vértice (Coimbra), entre outros títulos. Escreveu com os seguintes pseudónimos: Carlos Relvas, Eugénio Bastos Freire, Raul Sequeira, Aníbal Borges de Castro e Inês Gouveia. A seguir ao 25 de Abril foi Secretário de Estado da Justiça e Ministro dos Assuntos Sociais pelo Partido Socialista em vários governos provisórios, além de deputado em várias legislaturas. Foi distinguido em 1996 pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, tendo sido também distinguido pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão com a Medalha de Ouro do Município. No mesmo ano, a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco organiza a exposição Armando Bacelar e Lino Lima: testemunhos de luta pela liberdade, baseada essencialmente no espólio doado pela família de Bacelar à mesma instituição pública famalicense.

 

 

PADRE ALBERTO AZEVEDO

(1926-2010)

Sacerdote, professor e pedagogo. A sua docência aberta influenciou uma geração de políticos, pedagogos, professores, jornalistas, entre outras actividades. Natural da Vila de Ribeirão do concelho de Vila Nova de Famalicão, após a 4.ª classe faz exame de admissão ao Liceu, decidindo entrar no Seminário de Nossa Senhora de Conceição de Braga, aí concluindo o 5.º ano. Fez Filosofia e Teologia no Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo em Braga. Depois da ordenação sacerdotal, entre 1950 a 1951 trabalhou no jornal bracarense Diário do Minho e no Seminário Conciliar durante um ano. É chamado para a Casa Arquiepiscopal, exercendo funções administrativas na secretaria, assim como também no Tribunal Eclesiástico, acompanhando os prelados em visitas pastorais. Em 1956 entra no Liceu Sá de Miranda, leccionando durante 40 anos nessa instituição educativa bracarense. Aceitou a Reitoria do Templo dos Congregados e, por convite directo e expresso do Arcebispo-Primaz D. António Bento Martins Júnior, fica assistente da Acção Católica Operária (Ramo Masculino, Adulto), então chamada Liga Operária Católica. É convidado para ajudar nas actividades litúrgicas da Juventude Escolar Católica / Secção Feminina, prosseguindo com a assistência operária, vindo então a pedir dispensa. Igualmente deseja abandonar a Igreja dos Congregados, cujo pedido não foi atendido, já que o Arcebispo não queria dispensá-lo da Liga Operária Católica, esquecendo, assim o seu sonho, Lovaina. É-lhe confiada a assistência religiosa diocesana da S. E. C. e da J. E. C. F. Nestas funções, como no M. C. E. (substituto do J. E. C., depois Movimento Católico de Estudantes), se mantém durante vários anos. Através de colegas seus da Acção Católica e com o estímulo do Arcebispo D. Eurico Dias Nogueira, aceita a Assistência do Movimento de Educadores Católicos. Se na sua acção prática o seu papel é relevante, na acção teórica publica, neste campo, obras como O Retorno da Criação ao Criador (1964), Da Mística do Matrimónio (1965), Para um Diagnóstico e Terapêutica à Sociedade Contemporânea (1965), Liberdade Religiosa e os Tempos de Educação Moral (1973), Para a História dos Movimentos J. E. C. em Portugal (1974), Liceu Nacional Sá de Miranda (1986). O seu papel cívico e educador revela-se em obras como Leitura Insidiosa de uma Entrevista Radiofónica do Senhor D. Eurico Dias Nogueira, Arcebispo Primas: a verdade sobre M. L. Pintassilgo (1986), Reforma e Revolução do Nosso Sistema Educativo (1996), D. António Ferreira Gomes: um bispo de carácter (1999), Joaquim Loureiro Amorim: um homem sempre connosco (2000), Ao Reitor do Monumento ao Deão da Sé de Braga (2002), A Capela do Hotel da Belavista (Caldelas) despoticamente fechada (2004) e, finalmente, Acerca do Aborto e d`Outros Assuntos (2004).

Tem colaborado em jornais diários e semanários, continuando a acreditar, no âmbito da sua atividade de pedagogo católico, numa escola mais consciente e crítica do meio. Fundou a sala Alceu Amoroso Lima no Liceu Sá de Miranda, inaugurada com a presença de Guilherme de Oliveira Martins. Neste âmbito, publicou em 1993 Alceu Amoroso Lima, Tristão de Atahyde: no dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

Tendo sido alvo de uma homenagem em 1996, em Braga, o seu papel de educador e de pedagogo seria então altamente revelado e evocado nos seguintes termos: enquanto que Manuel Pinto destaca “… um professor cultural, um defensor da escola como espaço de cultura, na sua vertente de consumo e criação”, por seu turno, Ademar Santos diz-nos, na perspectiva de Azevedo, que “… o papel do professor não é o de ensinar, mas o de ajudar a aprender: a educação é uma responsabilidade colectiva e as escolas, as famílias, os media, os poderes públicos não podem demitir-se do papel fundamental que lhes cabe nos processo de formação integral das novas gerações, continuando a empurrar de uns para os outros as culpas do abstencionismo educacional prevalecente; a reforma do sistema educativo não pode cingir-se à escola-instituição, mas tem de envolver os agentes educacionais: a escola formal tem de prestar uma atenção cada vez maior às escolas paralelas e à diversidade e complexidade das experiências vivenciais dos jovens na sociedade actual: o modelo da direcção e gestão das escolas posto em prática nas últimas duas décadas no nosso país, excessivamente corporativo e auto-complacente, é um modelo falido e anacrónico, as escola tem de estimular o prazer intelectual da descoberta, de convívio e do diálogo, da criação colectiva, deixando de ser para a generalidade para a generalidade dos estudantes…”

 

Bibliografia

Alberto Azevedo – Jubileu Sacerdotal, Braga, 2000; Padre Alberto Azevedo: um mestre de cidadania, Braga, 2007.

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